Dois pássaros,
pousados no absurdo,
nada esperam.
Entre galhos, nós e bons ventos
se entrelaçam, afoitos,
doídos de tanto lumiar.
Os olhos nus,
como a açoitar o dias
- espelho imenso do tempo.
A espera, a escolha,
o movimento, no firmamento
voar, voar.
O gesto obscuro
entre o açoite e o muro
um momento, apenas.
Dois pássaros
perenes que assentam
no futuro um verbo:
amar.
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