Os vincos, estradas,
caminhos que riscam
nosso corpo, vida, mundo
e nos obrigam a rasgar
o tecido empoeirado da realidade.
Ao espiar pelas frestas
inauguramos novos olhares.
É preciso vencer o medo
e gozar no estranhamento do
desconhecido.
Deixar entrar na pele
o que ainda não tem forma
e que só encontrará sentido
quando repousar
em nosso mais íntimo sítio
de experimentação,
ao qual chamamos carinhosamente
de (c)oração.
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