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Sabado, 16 de Maio de 2026

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Devemos comemorar a guerra que perdemos

Um povo acolhedor, pois em tempos de guerra, tínhamos ao lado dos farrapos também estrangeiros...

Devemos comemorar a guerra que perdemos
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E todos os gaúchos se preparam para o mês em que sua identidade aflora, se reforça e se renova. Sua paixão pela terra e sua ancestralidade rebrotam, vem chegando o SETEMBRO, o mês de relembrar e valorizar as raízes gaúchas.

Setembro traz em si a carga de identidade do povo brasileiro, afinal neste mês foi declarada a independência do Brasil, foi o início da Revolução Farroupilha e a conexão de um povo com o seu Estado.

Tem algumas pessoas que questionam a data, perguntando por que valorizamos uma derrota, se perdemos. Qual o sentido dos festejos?

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É muito importante analisarmos o contexto, outro dia Léo Ribeiro fez referência a grandes movimentos que os protagonistas não tiveram êxito na batalha, mas entraram para a história como heróis. Citaremos um muito conhecido.

Existiu a famosa batalha de Termópilas (desfiladeiro localizado na Grécia Central que serviu de palco para a batalha entre persas e espartanos) a famosa Batalha do 300 de Esparta (virou filme, série e quadrinhos). Para salvar seu povo, dando tempo para seu fugirem, o rei Leônidas e seus guerreiros fiéis atiraram-se a morte numa batalha de 300 homens espartanos contra 300 mil persas.

Leônidas foi decapitado, crucificado e sua cabeça foi empalada. No local do conflito hoje, há homenagens a Leônidas bem como para todo o exército que, apesar de ser em minúscula quantidade se comparada ao exército persa naquele tempo, guerreou com coragem pelo seu povo e pelo que acreditavam.

E até hoje são referenciados na história. O feito histórico dos nossos antepassados (A Revolta dos Farrapos) tem tamanha expressão, foi nela que manifestamos a insubmissão de um povo a uma Monarquia, chamando a atenção da Corte para uma Província esquecida e explorada nos confins de um Brasil amordaçado pelo império.

Tivemos a coragem e a bravura de quem, com menos homens, armas e cavalos, mas sobrando valentia, enfrentou por quase dez anos o Império, deixando marcos históricos como a Batalha do Seival, a Tavessia dos Lanchões de Garibaldi e a Fuga de Bento Gonçalves da prisão.

Aqui bradamos com o peito inflado de orgulho o surgimento, nesta terra de heróis, o General Antônio de Souza Netto, Coronel Teixeira Nunes e da 1ª Brigada de Cavalaria dos Lanceiros Negros.

Devemos comemorar porque a "guerra que perdemos" nos deu uma identidade própria, diferenciada, no Sul do Brasil, acordando a sociedade para as políticas mal instaladas pela corte e pela importância do povo sulino na manutenção das fronteiras, no serviço de gado, couro e charque.

Então, que nunca percamos as nossas raízes de irmos à luta, assim como nossos antecedentes farrapos. E vejam só, que já naqueles tempos, já éramos um povo acolhedor, pois em tempos de guerra, tínhamos ao lado dos farrapos também estrangeiros.

Está aí uma característica importante de levarmos para os nossos galpões, é chegado o setembro e com ele recebemos visitas de gaúchos que não são frequentadores do movimento, mas tem apreço e orgulho, pessoas de outros Estados brasileiros e até mesmo nacionalidades diferentes.

Vamos abrir espaço para as perguntas, curiosidades, tirar aquela foto, demonstrar nossas indumentárias com responsabilidade e bem vestir. É tempo também de deixar o pingo (cavalo) bem escovado, para o desfile farroupilha!  Bailamos com encantamento, coerência e proposito. Ah! e a música, aquela que embala fandangos e também chama o povo para celebração, artistas levando alegria e boa arte para muitos rincões, afinal hoje em dia com o benefício das redes podemos estar em qualquer lugar, não é mesmo?!

Então já vai dando aquela ajeitada na indumentária, porque o setembro, já está chegando aí!!!

 

                                        “Que o maior presente entre as pessoas,                                                                                                                                        sejam a bondade e o amor fraterno!”

                                               Mário Terres e Tainara Moraga

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