Diante do agravamento e provável colapso no sistema de saúde devido ao aumento absurdo do número de casos graves, as redes de ensino decretaram o retorno do ano letivo de forma remota. Algumas com intervenção da justiça. Afinal estamos em meio a uma pandemia, onde não há lugares totalmente seguros. Mas sabedores que somos de estarmos vivendo uma emergência e que para tanto há uma regra essencial: em primeiro lugar, a preservação da vida, sempre!
Na rede estadual, matrículas, solicitações de documentos, informações e demais serviços estão acontecendo via e-mail e telefone, também estão sendo utilizados (e muito) as redes sociais das escolas e demais envolvidos. As redes municipais estão acompanhando esta via, todos em um esforço gigante para dar operacionalidade ao ano letivo. E então professores, alunos e familiares estão novamente no movimento educativo.
Não é um consenso que seja esta a melhor decisão, e aqui me reservo o direito de inserir todo o meu espanto. Existem pessoas que acreditam no ensino presencial como melhor opção neste momento, e elencam suas justificativas, organizam manifestações pró-retorno. Existem também pessoas que apoiam esta decisão, acreditando não ser este o momento mais adequado para reunir alunos, professores, funcionários, equipes diretivas e o movimento de leva e busca filhos na escola. E existem ainda aqueles que simplesmente preferem manter-se em silêncio, ou sem o expressar sua opinião publicamente.
Afora as opiniões, não sabemos ainda ao certo por quanto tempo viveremos esta pandemia, mas sabemos que ninguém sairá deste momento de forma ilesa. Sabemos que haverão prejuízos educacionais e emocionais para todos os envolvidos no círculo da educação, bem como todos os outros setores da sociedade. O pensamento e o esforço, as ações e o trabalho serão agora voltados para minimizar ao máximo os prejuízos e planejar a recuperação a curto e a longo prazo. Como já citei acima, a preservação da vida em primeiro lugar sempre, pois onde há vida há também força para solucionar os problemas!
Os professores e demais trabalhadores de educação foram incluídos no grupo prioritário de vacinação, no entanto não se sabe ao certo em que etapa, em que época isso se efetivará. Mas já é um alento. Ainda ouvimos apenas silêncio vindo do MEC, ainda não temos um calendário forte e eficiente de vacinação vindo do Ministério da Saúde, mas somos educadores, trabalhamos com seres humanos e portanto esperançosos por essência. E preferimos, precisamos semear fé e esperança ao invés de angústia e insegurança. Educação é acolhida e evolução, antes de tudo.
E é preciso que se cite aqui a importância dos profissionais da saúde, a dedicação e a força incrível destes, que nos inspirem no dia a dia, que se espalhem sempre as sementes da Ciência, do estudo, do conhecimento, da pesquisa, que salva vidas, que promove cura e evolução. E isso se faz com base em educação de qualidade! Que saibamos valorizar tudo isso que estamos vivendo, com atitudes positivas e propositivas, cumprindo os protocolos de saúde, nos cuidando e cuidando dos outros, buscando sempre o caminho da fé e da esperança.
"É a educação que faz o futuro parecer um lugar de esperança e transformação." - Marianna Moreno
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