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Festejos religiosos - Corpus Christi

não importa e fé, a religiosidade, mas o bem que isso desperta em cada um, na busca de melhorar seu interior

Festejos religiosos - Corpus Christi
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Buenas caríssimos leitores!!!! Mais uma vez retrataremos temas outrora abordado nessa, e com certeza, em outras colunas por esse Rio Grande afora.

As manifestações religiosas, que por força popular, acabam tornando-se manifestações folclóricas de determinada região.

Como sabemos e estudamos, os aspectos religiosos, sejam eles folclóricos ou tradicionais, estão diretamente ligados a etnia.

No sul temos uma diversidade de etnias, seja pela nossa colonização, onde Portugueses e Espanhóis particularmente abundam em certas regiões, mas temos outras tantas que vieram construir um estado rico, pujante e promissor, como os Italianos, Poloneses, Alemães, Russos, Eslovácos, Africanos, Árabes, enfim, muitas etnias ajudaram a desenhar aspectos da sociabilidade do Gaúcho.

Com essas etnias vieram a sua fé, sua religiosidade e seus festejos, cada uma com seus pormenores, suas peculiaridades, mas todas com nosso maior respeito e orgulho por sermos tão plurais e respeitosos.

Estamos na semana de Corpus Christi, uma festa cristã que é uma comemoração litúrgica das igrejas Católica Ortodoxa, Católica Apostólica Romana e Anglicana (esta última, até 1548) que ocorre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma Festa de Guarda, em que a participação da Santa Missa é obrigatória, na forma estabelecida pela conferência episcopal do país respectivo.

E qual a origem desse festejo?

A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. O papa Urbano IV, na época o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège, na Bélgica, teria recebido o segredo da freira agostiniana Juliana de Mont Cornillon, que alegava ter tido visões de Cristo demonstrando desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Por volta de 1264, em Bolsena, cidade próxima a Orvieto (onde o já então papa Urbano IV tinha sua corte), teria ocorrido o episódio chamado de Milagre de Bolsena em que um sacerdote celebrante da Santa Missa, no momento de partir a Sagrada Hóstia, teria visto sair dela sangue, que empapou o corporal (pano onde se apoiam o cálice e a patena durante a Missa). O papa determinou que os objetos milagrosos fossem trazidos para Orvieto em grande procissão em 19 de junho de 1264, sendo recebidos solenemente por Sua Santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico de que se tem notícia. A festa de Corpus Christi foi oficialmente instituída por Urbano IV com a publicação da bula Transiturus em 8 de setembro de 1264, para ser celebrada na quinta-feira depois da oitava de Pentecostes.

Os festejos apresentam os tradicionais Tapetes de Rua, que são uma manifestação artística popular realizada por fiéis da Igreja Católica, confeccionados para a passagem da procissão de Corpus Christi.

A tradição da confecção do tapete surgiu em Portugal e veio para o Brasil com os colonizadores. Os desenhos utilizados são variados, mas enfocam principalmente o tema Eucaristia.

Para confeccionar os tapetes são utilizados diversos tipos de materiais, tais como serragem colorida, borra de café, pedras, farinha, areia, flores e outros acessórios.

E no Candomblé, tem celebração de Corpus Christi?

Para proteger o Candomblé contra a repressão da época, os antigos africanos desenvolveram uma correlação dos Orixás com os santos católicos que foi denominada de sincretismo afro-católico. Durante muito tempo o sincretismo serviu como ligação entre as duas religiões.

Atualmente, muitos terreiros de Candomblé não usam mais o sincretismo como instrumento de identificação, porém muitas festas de Candomblé ainda são feitas em datas comemorativas aos santos católicos, como é o caso de Oxossi e Corpus Christi. Não se tem um consenso sobre o porquê da festa de Oxossi destas Casas acontecer no dia de Corpus Christi. Para alguns estudiosos, a solenidade da data dava uma certa liberdade aos escravos (o Candomblé é originado de cultos africanos) o que lhes permitia, junto aos libertos, fazer uma grande festa.

Cremos que não importa e fé, a religiosidade, mas o bem que isso desperta em cada um, na busca de melhorar seu interior desenvolvendo o intelecto, construindo e fortificando seus valores e promovendo ao seu redor a construção de uma sociedade melhor

E com essa atitude manteremos vivo o folclore e a tradição como um todo!

Que nunca percamos a fé.

 

                   “Que o maior presente entre as pessoas,                                                                                                                                          sejam a bondade e o amor fraterno!”

                                 Mário Terres e Tainara Moraga

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