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Sabado, 16 de Maio de 2026

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João Borges Fortes

Entendamos que o importante é nos colocarmos abertos para ler, debater, discordar, descobrir e construir

João Borges Fortes
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Passeando pela história do Rio Grande do Sul sempre nos deparamos com Borges Fortes, talvez pela verossímil forma de descrever os fatos, ou simplesmente pela proximidade que teve com os alfarrábios de antanho, o que importa é que este nome, nem sempre lembrado ou estudado nas escolas, deixou um legado magnífico em relação aos fatos importantes da formação do nosso Estado.

Borges fortes nasceu João, filho de João Pereira da Silva Borges Fortes e Francisca de Paula Borges Fortes, em São Gabriel a dois de maio de mil oitocentos e setenta, formou-se engenheiro militar na escola de engenharia de Porto Alegre em mil oitocentos e noventa e nove, partícipe da Revolução Federalista ao lado do irmão Jônatas Borges Fortes, tornou-se confrade de uma plêiade de historiadores, teve uma produção histórica significativa, publicada na década de 1930, em especial na Revista do IHGRGS, com assuntos relativos ao período colonial da história sul-rio-grandense.

Assinava suas obras com a alcunha de General Borges Fortes, posto em que foi reformado no ano de 1924.

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Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul (IHGRS), ao Instituto Genealógico Rio-Grandense, ao Instituto Genealógico Brasileiro e ao Instituto de Geografia e História Militar.

Borges Fortes escreveu obras relacionadas aos primitivos habitantes do torrão gaúcho, falou da formação das cidades, da ocupação do campo, do bandeirante inescrupuloso e destemido, também falou do nascimento da cidade de Rio Grande e do continente de Rio Grande de São Pedro do Sul.

Entre suas obras podemos citar:

  • O tupi na corografia do Rio Grande do Sul, 1930
  • Troncos seculares, 1931
  • A Estância, 1931
  • Cristóvão Pereira, 1931
  • Casais, 1932
  • Francisco Pinto Bandeira, 1938
  • Velhos Caminhos do Rio Grande, 1938
  • Rio Grande de São Pedro - povoamento e conquista, 1940

 

Borges Fortes traz uma visão de um açoriano colonizador, conquistador, erradicando os invasores estabelecendo território e limite geográfico em um sul desprezado pela corte estabelecida no Rio de Janeiro, cerceada pelos espanhóis que tramitam entre Argentina e Uruguai, buscando conquistas e contrabandos, além de indígenas primitivos nômades que circulam por todo o sul.

É ele que rebusca o General Silva Paes na história, para delimitar a retomada do sul, que conta a história da construção do forte Jesus Maria José na cidade de Rio Grande, onde hoje não existe um tijolo nem uma indicativa honrosa dessa edificação que foi o início de toda a nossa trajetória.

Borges Fortes tem sua visão militar, transcrevendo uma formação social com deslumbres aos açorianos, pelo apreço demonstrado em suas palavras:

“A colonização exigida era aquela que se compenetrasse do importante destino que lhe ia caber, de prolongar a pátria lusitana nos desertos onde se ia instalar, inspirada na convicção de que além de buscarem a própria felicidade iam os colonizadores receber também o legado de conservarem ilesos os ideais portugueses.”

Era a visão do militar frente aos estudos baseados pura e simplesmente na colonização pela colonização, arbitrário ao que isso implicaria negativamente, mas isso é tema para outro capítulo.

O simples gesto de se permitir ler algo, ainda que talvez possa nos causar inicialmente estranheza sobre o tema, temos a oportunidade de transformá-la em curiosidade! Ao voltarmos ao passado através da leitura, podemos descobrir fatos e talvez até compreender movimentos ou consequências que lidamos no momento presente.

Porém, nossa mente pode nos trazer desconforto, pois afinal, ficamos adultos e parece que sempre temos de saber de tudo, de todos os temas, assim como ter respostas para tudo. Afinal, sempre foi feito assim!

Entendamos que o importante é nos colocarmos abertos para ler, debater, discordar, descobrir e construir uma nova perspectiva através do conhecimento, seja ela escrita ou contada.

O que importa é que, os relatos de Borges Fortes, nos remetem ao passado e nos fazem pensar.

                     “que o maior presente entre as pessoas,                                                                                                                                                 sejam a bondade e o amor fraterno!”

                                    Mário Terres e Tainara Moraga

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