A escola é a mais potente fonte do processo ensino-aprendizagem e, frequentemente, incentivadora na formação do educando como um leitor competente. Neste sentido, é de suma importância apoderar-se desta ferramenta para qualificar ainda mais o fazer pedagógico. A utilização da leitura literária em sala de aula é extremamente eficiente, pois através da mesma é possível explorar diferentes contextos, no sentido em que ler envolve concentração, interpretação, imaginação.
A leitura literária exercita o cérebro, estimula a mente, abre horizontes, amplia o vocabulário, estimula a capacidade investigativa, a empatia, enriquece o ser humano com ferramentas para “ler e interpretar” o mundo, a realidade na qual está inserido, julgar quais são as transformações pelas quais precisa passar, quais desviar e quais ultrapassar. Quem lê vive mais e melhor.
A literatura contribui para a luta contra o preconceito, a indisciplina, a discriminação, a exploração em suas diversas facetas, melhora as relações sociais unindo alunos e professores em práticas prazerosas como contação de histórias, seminários, saraus, pesquisas, feiras culturais e temáticas, piqueniques ou baladas literárias, entre outras tantas técnicas e seus desdobramentos no fazer pedagógico, especialmente na educação infantil e anos iniciais, mas não menos importantes nos anos finais e ensino médio. Indiscutivelmente também no ensino superior.
É de conhecimento público que o estudante que lê frequentemente obtém melhores resultados na escola. Já a algum tempo, grandes empresas e meios de comunicação como a televisão e internet incentivam as famílias a promover esta prática, através de campanhas e projetos sociais, inclusive com a distribuição de obras literárias. Também existe uma gama de cursos (online neste momento), onde este tema é exaustivamente explorado.
Faz-se necessário estimular os professores, dando-lhes também o suporte necessário, parte aí cabível aos gestores, a utilizarem-se desta ferramenta para promover atividades que incentivem o hábito da leitura para seus alunos e ele próprio, facilitando sua rotina profissional, no sentido em que o hábito da leitura lhe fornecerá um leque de possibilidades pedagógicas, e o incentivo a seus alunos virá também do seu próprio exemplo.
Outro tabu a ser quebrado é o de que este incentivo para ler deva vir dos professores de Língua Portuguesa e Literatura, ou dos bibliotecários. Esta prática deve ser de todos os agentes educacionais, da família inclusive. E cabe aqui um lamento pelas constantes políticas públicas de desmantelamento das bibliotecas escolares. É preciso resistir e lutar pela manutenção e aprimoramento das mesmas, uma boa dica é buscar o apoio das comunidades escolares.
Sou professora há quase 30 anos e, sempre, repito: sempre trabalhei com leitura literária, tenho paixão por esta ferramenta pedagógica, o que me impulsiona a buscar conhecimento e enriquecimento de habilidades e técnicas na área. Posso afirmar que é uma prática muito prazerosa e eficaz, que traz benefícios a todos, alunos, professores, famílias, escola e educação em geral.
“Livros dão alma ao universo, asas para a mente, voo para a imaginação, e vida a tudo.” Platão
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