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Maio Laranja e o combate ao abuso sexual

A cada hora, três crianças são abusadas no Brasil

Maio Laranja e o combate ao abuso sexual
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Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data é em memória da menina Araceli Crespo, que com apenas oito anos foi sequestrada, espancada, drogada, estuprada e morta em 1973.

Infelizmente, os dados apontam de forma assustadora que é muito importante se falar e denunciar crimes desse tipo. A cada hora, três crianças são abusadas no Brasil. Metade delas tem entre um e cinco anos de idade. São 500 mil crianças e adolescentes explorados sexualmente no país todos os anos. Isso sem falar nos casos que não são notificados. Infelizmente oito em cada dez casos ocorrem dentro de casa e são realizados por pessoas próximas, como pais, tios, parentes próximos.

Mas falando em prevenção contra o abuso, o que fazer? Conhecimento sempre faz a diferença. Ensine a criança a se proteger. Ensine a rejeitar que toquem em seu corpo, ensine sobre não deixar que sejam tocadas as partes intimas. Seja atento ao seu filho, escute o que ele vier lhe falar. Ensine a diferença entre segredo bom e segredo ruim.

Por exemplo, um bom segredo é quando se quer fazer uma surpresa que a outra pessoa vai gostar e será revelado, como por exemplo, uma festa de aniversário. Um segredo ruim, nunca pode ser revelado e junto vem alguma ameaça. Adultos e crianças maiores não devem ter com ela segredos que ela não possa compartilhar com seus responsáveis. Esteja aberto a sempre a acolher a criança. Não duvide do que ela fala. Mas escute com atenção.

Fique atento a sinais diferentes que possam ser emitidos pelos pequenos. Investigue as mudanças de comportamento. Alterações de humor entre retraimento e extroversão da criança, agressividade repentina, vergonha excessiva, medo. Comportamentos infantis que já haviam sido superados também pode ser um sinal de atenção se voltarem a se manifestar. Uma criança que passa por abuso, pode mudar repentinamente os seus hábitos. Falta de apetite, falta de sono, falta de concentração, descuido consigo mesmo podem estar demonstrando algo. Interesse por questões sexuais ou desenhos que passam a retratar partes íntimas, também devem ser analisados.                    

O abuso sexual existe, não pode ser negligenciado. Pode ocorrer dentro do ambiente doméstico ou fora dele. Pode ter ou não contato físico, com ou sem uso de força. Não é algo tão raro como se imagina. É uma experiência que a criança ou adolescente não esquecerão. É necessário ajuda terapêutica. Seja criança ou adolescente, a vítima não deve ser culpabilizada. O abuso sexual tem como característica o abuso de poder, onde o adulto, mais forte, subjuga o mais fraco, e além disso, a confiança e a responsabilidade que o agressor gera na vítima. Assim, ela não entende que o que está acontecendo não é carinho, mas uma violação.

 

 

Em caso de suspeita, procure o Conselho Tutelar ou ligue para o Disque 100. O Conselho Tutelar fará os encaminhamentos necessários para a proteção e bem estar da criança ou adolescente. Conversar com os filhos e falar sobre sexualidade são formas de proteção. Quando falamos corretamente sobre esses temas, eles aprendem sobre o que devem estar atentos, e de forma alguma, antecipa fases da sexualidade. Pelo contrário, gera mais confiança e proteção.

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