Cada fruta do pomar
tem seu tempo certo
de se fazer doce, nutritiva,
para alguma fome saciar.
A fruta madura,
colhida no tempo exato,
traz à boca a possibilidade
do deleite, tão desejado.
A boca morde e, depois,
sente o gosto,
mas não engole a amora
que se demora nos dentes.
E desse encontro se faz
novo verbo: amorar
que é a boca a gozar
entre o sumo e a semente.
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