Repórter Guaibense

Sabado, 16 de Maio de 2026

Colunas/Geral

Nossa egrégora

Formou-se uma egrégora tão forte e positiva por sobre o sul desse continente

Nossa egrégora
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Egrégora ou egrégoro (do Grego “egrêgorein”, velar, vigiar) é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas.

Que legal, muito bonito mas e o que isso tem a ver com o tradicionalismo dessa coluna? Tudo.

A soma de energias se dá em nossa terra desde o início, seja pela defesa das terras, pela incumbência da proteção das fronteiras, para levantar um rancho e preparar a terra para dela tirar o sustento, em todas as somas dessas energias desprendidas para moldar e forjar esse rincão está envolvida uma mágica e iluminada egrégora.

Leia Também:

Em alguns ciclos foram interrompidos os laços de afinidade, de respeito ou de afetividade e com eles se dispersou a egrégora que emanava sua energia perante o grupo que a sintonizava.

Pensem um pouquinho sem tecnologia, sem comunicação rápida e fácil, sem acesso a qualquer tipo de informação, quem construiu esse pago, sorveu o sal do suor, calejou as mãos do arado e da enxó, tordilhou as melenas no relento e molhou as vestes com o sereno das manhãs.

Quando o Rio Grande nasceu, precisa de homens e mulheres destemidos, corajosos e que acreditavam que aqui seria um lugar de forjar gente de coração grande e coragem maior ainda, as famílias se debruçavam na lida e faziam a vida florescer junto do trigo, do milho, da mandioca e da carne salgada.

O forte Jesus-Maria-José demarcou o nascimento do estado e as sesmarias e ranchos foram empurrando o Rio Grande pra frente.

Independente da formação social, dos reveses que a cultura daquela época impunha as pessoas, formou-se uma egrégora tão forte e positiva por sobre o sul desse continente que a pujança e a imponência nos elevaram a patamares onde a inveja e a cobiça despertava.

As falácias e maldades atiçaram revoltas, guerras, disputas sociais, políticas e nesse campo das disputas por poder os homens afloram o que de pior escondem no porão de sua alma.

Quebrou-se a egrégora e o sul passou por tantas turbulências que estremeceu, apequenou-se o moral e o velho gaúcho se perdia para o estrangeirismo, os homens do campo eram ridicularizados e as coisas do pós guerra vindo dos Estados Unidos invadiam a terra.

Pois eis que se forma outra vez nesse pago uma egrégora maravilhosa e brilhante, iluminando todos os quatro costados do rincão, eram os jovens do Colégio Júlio de Castilhos, o Julinho, que rebuscavam suas origens e ativavam a força da egrégora para emanar energia por todo o continente.

Não vão crer mas tudo isso que temos hoje e chamamos de “tradicionalismo” nasceu do coração e da mente de oito jovens interioranos e depois tiveram a adesão de mais um iluminado chamado Barbosa Lessa.

Foram oito destemidos que criaram um laço, um enlace, uma egrégora tão magnífica e perfeita que sua obra segue hoje de pé e em plena expansão, o tradicionalismo está presente em todos os cantos do mundo.

Porém nosso Estado não segue na mesma energia, já não somos mais de dar as mãos e deixar as diferenças de lado por um ideal, pelo contrário, hoje com o poder da mídia e a emburrescência das classes, ninguém mais se esclarece e busca entendimento na educação culta e formal, ninguém mais visita a biblioteca, pra que se o Google resume tudo e lendo um parágrafo todos já estão sábios e defendendo suas teses?

É a egrégora rompeu seu fluxo de união e fraternidade, somos migalhas do passado e nem sombra do que foram os avós dos nossos avós.

Tenho esperança que ainda um dia haverão jovens tão destemidos e de coração iluminado quando os de outrora, que a casco de cavalo e na força do ímpeto nos legaram TRADIÇÃO.

Comentários:
Mário e Tainara

Publicado por:

Mário e Tainara

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Veja também