Repórter Guaibense

Sexta-feira, 22 de Maio de 2026

Colunas/Geral

O espaço é brasileiro

Satélite Amazônia-1 é o primeiro 100% brasileiro.

O espaço é brasileiro
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Queridas leitoras, queridos leitores, volto entusiasmado a escrever para vocês. Estamos aí! A vacina está chegando no grupo de risco, nos dando a esperança de que isso vai acabar, mesmo com decreto de lockdown emitido pelo nosso governador Eduardo Leite. As coisas vão melhorar pessoal, tenhamos fé. Entretanto não é uma mensagem sobre a pandemia da covid-19 que eu venho lhes trazer, e sim, uma indignação! É um assunto que me incomoda muito quando escuto, leio e converso a respeito. Vamos a ele.

Leia também: Vacinação sim!

Tal indignação trata do desmatamento na Amazônia. Quem de nós é capaz de afirmar que aumentou ou não? É um tema polêmico pois a maioria das notícias que leio e comentários que escuto associam o aumento, evidente, a eleição nosso presidente da República. Tal associação acontece pois o governo é acusado de afrouxar as políticas ambientais e por conta disso, os marginais que queimam, cortam e extraem a madeira da Amazônia ilegalmente, e pior: Não são punidos!

Leia Também:

Bem, como saber se isso é real ou não? Temos que voltar nossos olhos para a floresta amazônica e coletar dados através de imagens aéreas por exemplo. Mas ultimamente as nossas instituições responsáveis por esses estudos vem sendo alvo de fake news, o que prejudica a sua reputação e a confiança que temos em seus dados. Sobre isso há um agravante que alimenta o ato de publicar tais notícias falsas tendo em vista que essas instituições também sofrem intervenções do governo pois publicam dados na mídia (ou nos seus repositórios) que são indesejáveis pois são negativos, prejudiciais ao governo, ao Estado.

Bem, no dia 28/02/2021 (domingo) ocorreu algo histórico para o nosso país, principalmente em termos da ciência brasileira. Fora lançado na base espacial de Sriharikota, na Índia, o primeiro satélite totalmente brasileiro, o Amazônia-1, cujo desenvolvimento foi de responsabilidade do Inpe (instituto nacional de pesquisas espaciais) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), com o objetivo de monitorar a floresta amazônica. O satélite de 638 kg gerará imagens a cada 5 dias visando melhorar o sensoriamento remoto da natureza brasileira. Para quem não sabe, sensoriamento remoto nada mais é do que um conjunto de técnicas para a obtenção de informações acerca da superfície terrestre.

O lançamento desse satélite é motivo de orgulho para nós cientistas, e deveria ser também para todos nós, brasileiros. Claro que há um interesse por trás disso, afinal vocês sabem que a ciência não é neutra e portanto está munida de interesses políticos e econômicos. Mas o que quero ressaltar com esse lançamento é que teremos, finalmente, dados mais confiáveis e de acesso aberto, ou seja, será mais fácil trabalhar com a verdade e argumentar contra a plateia adestrada advinda da “universidade do facebook”.

Leia também: A responsabilidade de informar

Vocês podem estar se perguntando: Mas Guilherme, o Inpe é financiado pelo governo, certo? Certo. O governo (teoricamente) não vai interferir na publicação desses dados coletados pelo Amazônia-1 assim como faz hoje com outros dados? E a minha resposta para essa pergunta é simples: Quero crer que não. Eu confio naqueles que estão a frente desse projeto do Amazônia-1 tendo como compromisso o de interpretar os dados sendo fiéis àquilo que o instrumento construído por eles está fornecendo. Os dados fornecidos pelo satélite estarão abertos para qualquer um que esteja interessado (pessoas, governos, empresas, etc.) por aproximadamente 4 anos, que é a vida útil do satélite.

Leia também: O ensurdecedor ruído do vazio

Em breve teremos os lançamentos de mais dois satélites: o Amazônia-1B e o Amazônia-2. A ideia é que quando esses três satélites estiverem operando em conjunto, a qualidade dos dados e claro, a interpretação dos dados coletados pelos mesmos melhorará muito. A interpretação melhorando, as ações acerca dos problemas que serão observados sobre a agricultura e vegetação por exemplo, podem ser mais exitosas tendo em vista que há informações mais disponíveis.

O Brasil, e principalmente o povo brasileiro só tem a ganhar a partir desses lançamentos. Este pode ser um pequeno passo aos olhos de vocês, caros leitores, mas para a ciência brasileira é um grande passo rumo ao desenvolvimento e para combater as fake news e interpretações errôneas! Parabéns ao Inpe! Parabéns a AEB! Parabéns ministro Marcos Pontes!

Comentários:
Guilherme Weihmann

Publicado por:

Guilherme Weihmann

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Veja também