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Terça-feira, 26 de Maio de 2026

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A "estrela" de Belém

Nem tudo o que parece, realmente é

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Amigas e amigos, estou de volta para falar de um tema que gosto muito. É sobre algo fantástico, porém está ao alcance de todos nós, algo tão imenso porém nossa retina é capaz de interpretar e, por fim, é algo complexo porém já conseguimos explicar 6% das coisas que acontecem nele. Estou falando do simples ato de observar o céu! Sempre que posso, procuro parar um pouco e olhar para a imensidão do espaço. O céu que sempre orientou nossos ancestrais, o céu que é objeto de estudo de diversos grupos e civilizações.

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Nesse dia 21 de dezembro tivemos a oportunidade de observar um fenômeno raríssimo e encantador intitulado “estrela de natal”, ou “grande conjunção”. Tal fenômeno se caracteriza pela aproximação dos dois maiores planetas do nosso sistema solar: Júpiter e Saturno. É importante dizer que tal fenômeno é raro pois a última vez os dois se aproximaram foi em 1623, entretanto, a última vez que esses planetas estiveram tão próximos (na faixa de 0,1º ou 6 minutos de arco) como ontem (21 de dezembro) foi na idade média, por volta de 1226.

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Notem que no título escrevi “estrela”, com aspas, e explico o motivo disso: o que assistimos não é uma estrela e sim a conjunção de dois planetas. A diferença entre uma estrela e um planeta no céu - observado a olho nu - é que as estrelas piscam devido processos de emissão de energia (luz) e os planetas são pontos luminosos fixos pois apenas refletem a luz do sol que chega neles. Assim sendo, a expressão correta deveria ser “grande conjunção de Belém”, mas claro que o mais importante é sabermos que a estrela de Belém não é uma estrela. Outro fato importante que acho prudente falar para vocês é que os planetas não são visíveis a noite toda, depois das 21 horas (aproximadamente) eles não são mais observáveis.

As imagens da capa dessa coluna foram capturadas por mim, ampliadas até 30 vezes, e tratadas pelo meu amigo Luís Ricardo Jardim. É muito interessante que a olho nu, o fenômeno se traduzia em um ponto luminoso no céu. Já com a máquina fotográfica, depois de um certo ponto, o ponto luminoso passava a ser dois pontos luminosos (Júpiter o maior e Saturno o menor). É algo que ficará marcado na memória, algo que os instrumentos que eu tinha em mãos não foram capazes de traduzir fielmente o que os olhos estavam vendo. Espero que muitos de vocês tenham assistido a “estrela de Belém” pois a próxima oportunidade será só daqui 40 e 60 anos, porém os astros não estarão tão próximos. Após, somente 400 anos depois.

Olhem mais para o céu, se encantem com a imensidão e percebam o quão pequenos somos no meio dos 6% do universo que conhecemos. Há muito mais no universo! Há muito universo! Façam como os nossos ancestrais, como fizera Tycho Brahe que observou o céu por aproximadamente 30 anos seguidos e registrou na forma de desenhos aquilo que observara. Enfim, contemplem a noite!

Desejo a todas e todos um Natal repleto de alegrias e uma mesa farta. Que o ano de 2021 que se aproxima traga consigo a validação das vacinas contra a covid-19, oportunidades de emprego, saúde, amor, e principalmente, esperança. Um feliz natal e um próspero ano novo!

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Comentários:
Guilherme Weihmann

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Guilherme Weihmann

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