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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026

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O famoso Ctrl+C e Ctrl+V

Apurar é a tarefa primordial de um veículo de comunicação

O famoso Ctrl+C e Ctrl+V
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Tem pessoas que acham o jornalismo fácil, que é só ter uma página no Facebook, Instagram e Twitter. Suas publicações são de fácil compreensão, sem erros de português e com notícias de relevância. E a apuração? Tem? Eis a questão. Ditos "jornalistas" (entre aspas) acham que Ctrl+C e o Ctrl+V entregam credibilidade ao seu veículo, mas é completamente ao contrário.

O que acontece com frequência é o tradicional Ctrl+C e o Crl+V dos releases, ou até mesmo de outros veículos de comunicação. Essas teclas do computador funcionam com frequência em Guaíba, chegam até a soar os dedos. Me causa revolta ver um jornalismo tão amador, uma profissão pela qual lutei cinco anos para poder gritar "eu sou jornalista de formação".

Releases são, para quem não sabe, os textos que assessorias de imprensa enviam para os veículos, ou até mesmo aqueles que se encontram nos sites dos poderes públicos, como Prefeitura, Câmara de Vereadores, Ministério Público e etc. Importante dizer que é um relevante conteúdo disponível para a imprensa, mas há ser usado como moderação.

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Exemplo: quando soubemos dos R$ 25 mil que o Supermercado Paulinho deveria pagar para o Fundo Municipal de Saúde. Estava no site do Ministério Público do Rio Grande do Sul, quando acessei a reportagem com o título "MP de Guaíba firma TAC com supermercado para prevenção à covid-19". Li o texto e notei que em apenas uma linha de parágrafo abordava essa quantia significativa de dinheiro, ou seja, grana. Grana para os cofres públicos. Estava aí a minha manchete da semana.

Precisava aprofundar mais o caso. Entrei em contato com a promotora Mariana de Azambuja Pires, que gentilmente enviou o documento que tratava todo processo no qual, incluindo o proprietário Paulo Pinzon, cerca de 15 funcionários e familiares testaram positivo para doença entre abril e maio desse ano. Procurei de forma insistente, mas não recebi retorno do mercado sobre sua posição. Tinha que esperar três dias para uma resposta que não chegou.

Meu livro de cabeceira é o Manual da Folha de São Paulo, que aborda as normas de escrita e conduta do maior jornal do país. Em suas primeiras páginas, ele diz: "O maior patrimônio do jornalismo é a credibilidade", que é construído não só pela aplicação rigorosa da boa técnica, mas também pela atuação íntegra, na essência e aparência de cada um de seus profissionais.

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Apurar é a função primordial de um veículo de comunicação. Copiar, além de ser uma atitude imoral, é ilegal. Se chama plágio. Plagiar não é jornalismo, é amadorismo fulminante, pois também não se vê amor pelo que se faz. Não se vê dedicação, suor, cansaço. Jornalismo não é qualquer profissão, é mais que uma profissão: é acessar a vida diária de diversas pessoas, divulgando notícias que têm o poder de impactá-las.

Levar notícia para o leitor requer responsabilidade, tem que ter conhecimento técnico e cultural daquilo que está fazendo. Como disse na Carta anterior, não bastam "crachazinhos" ou registros, mas uma graduação na área. Legalidade é diferente de moralidade.

O Repórter Guaibense continua dedicado ao trabalho que nos move desde o primeiro dia: informar com credibilidade e amor pelo o que se faz.

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