Tenho costume de coçar a cabeça, às vezes de raiva.
Vou ser chato, caro leitor. Lembrar do mundo que o jornalista vive hoje: em um país, em um estado e numa cidade que a profissão é totalmente desvalorizada. O Repórter Guaibense está entre os oito maiores veículos de Guaíba, sendo que somente em quatro desses oito há jornalista com graduação.
Cheguei a um pensamento que, se do Supremo Tribunal Federal não derrubasse o diploma de jornalista, será que nossa comunicação seria assim, com tanta informação sem credibilidade?
Já disse na primeira coluna, quanto mais jornalista sem diploma, mais desvalorizada é a profissão.
Leia também: O famoso Ctrl+C e Ctrl+V
Uma casa, para ser construída, precisa de um arquiteto; um processo judicial precisa de um advogado para advogar; uma psicóloga, para atender, precisa do CRP; e o jornalista? Os veículos de comunicação não são obrigados a contratar esse profissional que, por se tratar de um ofício que desempenha forte função social, requer formação teórica, cultural e técnica adequada. É uma piada, ainda tem aqueles que se dizem "jornalista com registros". Me dá raiva.
Digo aqui algumas disciplinas que fiz durante minha faculdade: história da comunicação, teorias, jornalismo investigativo, redação especializado, semiótica, fotografia, estágio, assessoria de imprensa, rádio, tv, e por aí vai. Foram 45, no total, com o Trabalho de Conclusão.
Explicado sobre minha raiva? Precisa explicar mais sobre a justificativa de minha raiva? Cansei de escrever sobre essa "raiva", vou mudar nas próximas cartas do editor. Quero falar mais de minhas apurações e, ainda mais, minha companheira de reportagem: a bicicleta.
Leia também: Celular não é diploma
Comentários: