O jornalismo é muito mais do que certos leitores imaginam. De um lado, temos aqueles que promovem atos a favor da censura, de outro, aqueles que se utilizam do jornalismo como uma oportunidade de se promover no meio da política. Para quem não sabe (acredito que a maioria), nossa profissão sofre uma desvalorização histórica, com a não obrigação do diploma para exercer essa profissão que desempenha uma forte função social.
Há aqueles que não acreditam no que é mesmo verdade, tanto que nenhum candidato foi protagonista nas eleições de 2018. Quem mais se destacou foram as chamadas "fake news", e acreditem: há pessoas que nem sabem que é a tradução para a língua inglesa da expressão “notícias falsas”. É aí que o jornalista, que deve ter uma formação teórica, técnica e cultural, há de desvendar as mentiras e noticiar fatos verídicos e com a imparcialidade.
Jornalista não deve ter partido político, usar a profissão como palanque. Ele deve promover debates, e não participar, ser centro de atenções, usar adjetivos e, ainda mais, gritar palavrões e tornar um veículo totalmente sensacionalista. Não basta ter seguidores, e sim credibilidade.
O jornalismo é forte, exige conhecimento no que faz. Se uma pessoa carrega uma seringa nas mãos, isso não faz dela enfermeiro. Como um com um celular com câmera não transforma ninguém em jornalista. Não basta apresentar uma carteirinha e um crachá. Para mim, somente é jornalista quem enfrentou mais de 40 disciplinas em uma vida acadêmica com ensinamento sobre teorias, redação, assessoria de imprensa, rádio, telejornalismo e, acima de tudo, de ética.
Não esqueçam: quanto mais jornalista sem diploma, mais nossa profissão é desvalorizada.
O Repórter Guaibense, com menos de dois meses de atuação, já criou sua política de trabalho, com a preservação da ética, imparcialidade e conhecimento. Há quem critique. É nesse jornalismo responsável que acreditamos. É esse jornalismo que seguiremos entregando aos nossos leitores.
Atenciosamente, um jornalista formado.
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