O professor é o nosso assunto hoje.
Precisou transformar-se praticamente do dia para a noite, enriqueceu seu vocabulário, aprendeu sobre ferramentas e plataformas digitais, ampliou conhecimentos, reorganizou a própria rotina. Reinventou-se.
Divide seu tempo entre filhos, home office, maridos/esposas, classroom, alunos, cursos on line, vassouras, whatsapp, roupas sujas, instagram, lista de compras, facebook, panelas, webnários, pais/mães, hangouts meet, livros, lives, animais de estimação, web reuniões, plantas, álcool gel, etc (não necessariamente nesta ordem, risos).
Emocionalmente ele ainda precisa dar conta da própria ansiedade, das preocupações com a saúde (sua e dos seus), o salário (reduz/não reduz). Precisa lidar com estes mesmos sentimentos vistos nos colegas, nas famílias dos alunos, nos seus próprios familiares. Aqui equilibrando-se para auxiliar e não estressar ainda mais a si e a outros.
Profissionalmente questionando se aulas remotas, atividades programadas são boas ou ruins, certas ou erradas, se está fazendo bom trabalho, se seria melhor voltar as aulas, ou o ideal é manter o distanciamento, se o governo toma medidas eficientes ou não.
Mas calma, nem tudo é caos.
Uma evidência deste tempo que estamos vivendo é a fundamental relevância do papel do professor. A educação não será a mesma pós Pandemia, isto é fato!
E aí está a oportunidade.
Que o futuro da educação seja de valorização, qualidade, equidade, empatia, investimento, planejamento e comprometimento de todos os segmentos envolvidos.
Aos meus colegas de profissão, cito aqui Mário Sérgio Cortella quando diz: “Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda!”
Cuidemos do professor, cuidemos uns dos outros.
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