Olá caros leitores!
Mais uma eleição se aproxima e com ela temos uma responsabilidade que vamos carregar pelos próximos quatro anos. Neste sentido, é correto afirmar que o voto é um dispositivo democrático, sinônimo de cidadania, atitude que pode mudar toda a história de um município, estado e país. Por isso a consciência e a responsabilidade de cada cidadão será o resultado coletivo de uma sociedade que tanto clama por dias melhores.
Popularmente reconhecido como o ponto máximo do exercício da democracia, as eleições têm uma trajetória bem mais complexa do que possamos pensar. E se as eleições são o ponto máximo da democracia, o poder do voto é a arma mais potente que cada indivíduo possui para exercer sua cidadania.
O ato ou processo de exercer o direito a se manifestar é uma das grandes conquistas da humanidade quando abordamos os conceitos de convivência em sociedade. Contudo, até o século XIX, a compreensão do voto como um direito estendido à maioria dos cidadãos era pouco difundida. Até mesmo nos Estados Unidos da América, um dos mais importantes focos dos ideais de liberdade e autonomia, seus entes acreditavam que a ampliação do voto era uma medida que poderia prejudicar a condução de importantes questões nacionais.
Somente com os movimentos de igualdade, como o do direito ao voto feminino, a prática foi concedida a quase todas as esferas das sociedades que o utilizam como meio de escolha de seus representantes oficiais.
Diante de um quadro político extremamente agressivo e polarizado, cada região tem tido dificuldade para dialogar sobre as escolhas a serem feitas nas eleições que se aproximam. Multiplicam-se, dentro do ambiente social, as “bolhas ideológicas”, onde as pessoas tendem a concordar entre si, mas não contemplam os argumentos contrários. Neste clima, as reflexões podem até serem frutíferas, permitindo aprofundar posições já cristalizadas, mas não colaboram para o diálogo constantemente proposto por cada um daqueles que defendem ideias contrárias ao bom senso e a própria legalidade.
Os períodos eleitorais, e este ainda mais do que os outros, iniciaram-se, marcados por debates enervantes e militantes que tentam a toda força convencer os demais sobre posicionamentos que todos já conhecem o resultado e o trágico caminho. Isso desgasta o ânimo da maioria das pessoas e leva a um perigoso descompromisso com as questões políticas.
Atualmente muitos possuem uma noção má da política, e não se pode ignorar que frequentemente, por trás deste fato, estão os erros, a corrupção e a ineficiência de alguns políticos. A isto vêm juntar-se às estratégias que visam enfraquecê-la, substituí-la pela economia ou dominá-la por alguma ideologia.
Atualmente a sociedade brasileira tem graves carências estruturais que não se resolvem com remendos ou soluções rápidas meramente ocasionais. Existem milhares de coisas que devem ser mudadas com reajustamentos profundos e transformações importantes e somente com uma política de governo adequada vamos poder conduzir nossas frentes de trabalho para o resultado positivo.
Quando não se investe em líderes lúcidos, capazes de priorizar o bem comum e agir com a velocidade indispensável para solucionar graves problemas, paga-se alto preço. Por isso, é fundamental que todos os cidadãos se comprometam com o processo eleitoral, interessando-se pelo assunto, superando o consequente desânimo que se abate sobre o conjunto da sociedade, em razão das derrocadas e desarticulações ocorridas, especialmente com ilusões de um ou outro candidato.
Caros leitores, é de suma importância corrigir as dinâmicas que definem o universo da política e de um modo eficaz, debelar a corrupção, freando interesses pequenos e grupais que prejudicam o bem comum e o equilíbrio social e econômico. E isso somente se combate com o voto consciente e correto!
Sem o envolvimento cidadão de todos, não será possível alcançar as metas de um país democrático, economicamente justo, socialmente igualitário, sem corrupção, sem violências, discriminação e com oportunidades iguais para todos. Desconsiderar a importância das eleições significa menosprezar a força que só o povo tem, de exigir dos políticos novas posturas.
Como de costume deixo uma frase para reflexão neste momento eleitoral :
“Não há maneira melhor de derrotar um pingo de dúvida do que receber uma inundação da verdade crua e nua.”
Mais não falo, apenas reflito ....
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