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Sabado, 23 de Maio de 2026

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O viver mais e seus desafios

Viver mais é bom, mas melhor é que venha acompanhada de qualidade de vida

O viver mais e seus desafios
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A população brasileira está envelhecendo com muita rapidez. Em contraste com isso, parece que envelhecer no nosso país é um sinal de incapacidade e as pessoas idosas sofrem preconceitos e são desrespeitadas em seus direitos. Em outras culturas, como nos países asiáticos, a velhice é encarada como um sinônimo de sabedoria e as pessoas idosas são tratadas com atenção e respeito.

Envelhecer em um país com políticas públicas inadequadas exige realmente muita resiliência. Não ter acesso a saúde de qualidade e atenção que abranja mente, corpo e relações sociais é um desafio. Viver mais é bom, mas melhor é que venha acompanhada de qualidade de vida.

O idoso tem que lidar com vários desafios. A limitação física, que trás a questão da mobilidade e com isso a autonomia. Para muitos, a necessidade de ajuda dos outros gera um sentimento de desmoralização frente aos outros. Não ser autosuficiente pode gerar vergonha, e impotência. Com o tempo, a rede de apoio pode ficar menor, e esse afastamento vai levando ao isolamento. Na vida financeira, a questão do pouco dinheiro ou não ter controle mais de seus recursos, gera também frustração. Muitas famílias acabam tirando a autonomia do idoso, e não se apercebem que isso influencia diretamente na sua saúde emocional. Gera um sentimento de inutilidade.  No país, um fenômeno que se percebe na questão financeira, é que os idosos passam a ser a fonte de renda de muitas famílias. O que seria para seu sustento, passa a ser dividido entre filhos, e netos, ficando muitas vezes o cuidado com a sua saúde deixado de lado.

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Na velhice, os homens podem sofrer com o sentimento de inutilidade, já que com o passar dos anos as portas do trabalho se fecham e com isso muitos podem perder até mesmo o sentido da vida. Pois não ser mais o provedor, mexe com a sua identidade. Além disso, a questão da sexualidade que muda de forma nessa fase precisa ser orientada. Outras formas de viver essa sexualidade podem ser descobertas. Já as mulheres, vão percebendo que perdem o papel de cuidadoras, quando não vem junto a rejeição dos filhos ou relações conflituosas com os parceiros dos mesmos.

Mas então, o que fazer frente a tantos desafios? Procurar quebrar com os estigmas associados a passagem de tempo. Envelhecer não significa parar, mas procurar sempre ter um grupo de pertencimento. Procurar se movimentar para buscar algo novo para inserir na rotina. Fugir do tédio. Procurar olhar que em cada fase da vida, algo novo pode ser descoberto. A família, gerando apoio, ouvindo e procurando construir junto com o idoso, estratégias para o enfrentamento dessa fase, faz com que ele se sinta pertencente à família e se sinta reconhecido.

Mesmo na terceira idade, promover autoestima, incentivar a autonomia, permitindo dizer o que quer tanto na questão de saúde, quanto onde morar é gerar qualidade de vida. Procurar ter suporte social, tanto em grupos religiosos, como grupos de saúde, manter o contato com vizinhos servem para evitar a solidão e manter a ligação com a vida. Além disso, fazer terapia também pode ajudar a dar o suporte emocional e ressignificar essa fase da vida que pode ser bem vivida.

Comentários:
Mariza e Ana Paula

Publicado por:

Mariza e Ana Paula

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