O dia 25 de maio é o Dia Nacional da Adoção.
Juridicamente, adotar é um processo legal que consiste no ato de tornar filho alguém que foi concebido por outras pessoas. É um processo que deve ser iniciado em um Fórum e tem etapas que podem se tornar mais longas. Há necessidade de se inscrever e realizar um curso preparatório e uma avaliação social e psicológica para aqueles que pretendem ser pretendentes à adoção. Os futuros pais devem informar o perfil que desejam como idade, sexo, cor, etc. Após serem aprovados por uma equipe técnica, terão seus nomes inseridos no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA). Criado em 2019, ele nasceu da união do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e do Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas (CNCA). Estando aprovado e na fila para adoção, agora é necessário aguardar uma criança ou adolescente com o perfil que corresponda ao que você cadastrou. Quando encontrada, a Vara de Infância entrará em contato, e se houver a confirmação do interesse, um encontro será marcado. A criança será ouvida e se ambos estiverem de acordo inicia o estágio de convivência e a aproximação. Tudo ocorrendo bem, a criança será liberada e o pretendente entrará em juízo com a adoção. O juiz é quem profere a sentença.
De uma forma bem resumida trouxe o que acontece juridicamente, mas gostaria de provocar a reflexão do porquê adotar? O que significa a adoção para você? Caridade? Compaixão? Adotar é dar a possibilidade de alguém ser amado. Vai além de assistencialismo. É criar um laço afetivo com um ser que apesar de não ter o mesmo DNA que o seu, passará a compartilhar de seu amor e cuidado. Por isso, é necessário buscar compreender quais são as motivações quando esse desejo passa a existir. Vários são os motivos que levam as pessoas a terem o desejo de ter um filho adotivo. Infertilidade, aumentar a família já existente entre outros. E muitos medos também podem surgir no processo.
Com a chegada de um filho, muita coisa muda. Requer planejamento, readequação da rotina, tarefas, escola, finanças, várias coisas devem ser pensadas. Quando a adoção é feita por um casal, é necessário que ambos estejam se preparando e de comum acordo procurem se organizar. Quando a adoção é feita por alguém solteiro, é bom pensar sobre a rede de apoio que poderá necessitar com a chegada do filho. Independente da idade, em vários momentos da vida é necessário algum tipo de apoio.
Adotar é gestar fora do corpo. Muitos pais ficam preocupados com a história da criança. O que fazer? Quando chegam menores esconder a família de origem? Respeitar a história da criança é o primeiro passo. Ela não deve ser pressionada a esquecer de onde veio. Ao recebê-la você recebe sua história também. Muitos têm medo que ao longo do tempo elas se tornem algo que não estariam preparados. Seria um DNA negativo? Francamente, quando nos tornamos pais biológicos, não podemos ter a certeza de que aquele filho gerado seja realmente o que sonhamos. Ele é um individuo que terá suas escolhas, sejam elas quais forem. O importante é sentirem que os pais estão ali presentes, e não desistirão delas. Seguros, poderão ter uma nova história escrita com a família que eles também adotaram.
O importante no processo de planejamento de uma adoção é se preparar. Além do curso obrigatório, procurar ler sobre o tema, participar de grupos e porque não, fazer uma terapia para averiguar quais são os seus medos e anseios com o processo. Com a chegada do filho, muitas serão as adaptações necessárias, mas quando há o desejo genuíno de estabelecer um vínculo ele passa a existir. Pense nisso!
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