Quem nunca ouviu a frase: “quem vai ao psicólogo é doido!” Ou quando se está na faculdade e diz que faz psicologia ouve que vai apenas cuidar de gente louca ou que ganhará dinheiro ouvindo o problema dos outros? Ao longo do tempo criaram estereótipos do que é ser psicólogo reduzindo apenas aquele que trabalha numa clínica e cuida de pessoas com transtornos. Se comparado com outras ciências, a psicologia é relativamente nova, tendo seu inicio no final do século XIX. Ao logo do tempo ela tem crescido como profissão, sendo reconhecida como tal no Brasil, no ano de 1962 e regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia, de acordo a resolução nº 02/1987, a qual instituiu o Código de Ética do Psicólogo.
Apesar da sua estruturação ao longo do tempo, ainda pairam muitas dúvidas do que um psicólogo realmente faz e qual é o seu papel. É comum a associação do profissional com um divã e apenas ficar sentado dizendo: “fale-me mais”. No entanto, o papel de um profissional vai além da escuta. Ele pode trabalhar em todas as áreas da sociedade, como saúde, organizações, educação, hospitalar, jurídica, esporte, entre tantas outras. Atualmente, tem-se percebido mais do que nunca, a necessidade desse profissional em lugares afetados por desastres ou como na pandemia em que estamos vivendo. Além disso, a produção cientifica obtida acaba por lançar bases para outros afazeres como a moda, arquitetura, consumo, pois direta ou indiretamente envolve pessoas e experiências, ou seja, onde houver gente, ali há uma demanda para a psicologia.
Uma das tarefas do profissional de psicologia também é lutar para quebrar preconceitos e deixar claro o que é o senso comum e o que é psicologia científica. Um exemplo é quando alguém diz que o cabeleireiro é seu melhor psicólogo. Isso até pode ser verdade, o fato de ser um excepcional profissional capilar, mas quanto a ter uma escuta realmente qualificada como ciência, não. Por vezes também ouvimos muitos termos como fulano usou “certa psicologia” para vender um produto. O poder de persuasão não tem nada com a prática psicológica, mas sim, demonstra que a pessoa possuiu uma boa comunicação e um treinamento em vendas muito bom. Ou seja, apesar de muitas vezes utilizarem termos científicos, estão deslocados do seu significado e servem apenas para dar um ar mais complexo a conversa.
Um dos princípios fundamentais do código de ética, fala que o profissional baseará seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, dignidade, igualdade e da integridade do ser humano, além de contribuir para promover a universalização do acesso da população às informações, ao conhecimento da ciência psicológica, aos serviços e aos padrões éticos da profissão. Zelando para o exercício profissional seja efetuado com dignidade, rejeitando situações em que a psicologia seja aviltada. Ou seja, é papel do profissional, divulgar informações corretas buscando quebrar esses estigmas que acabam por afastar a ciência de seu propósito que é gerar saúde, bem estar, cuidado. Como profissional, o psicólogo deve buscar aprimorar seu conhecimento e usar isso para promover essa ciência. Quebrando mitos e procurando não embasar termos ou situações do senso comum que procuram definir ou fazer de uma prática séria, algo pejorativo.
Comentários: