O mês de setembro tem sido organizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com a parceria do Conselho Federal de Medicina e pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) como uma data que marca a prevenção ao suicídio. A intenção com a campanha é prevenir e reduzir os números, convocando a sociedade a participar e se informar através de materiais disponibilizados pela campanha. Pelo país, espaços públicos e privados são iluminados com a cor, além da realização de caminhadas, palestras e ações para conscientização do assunto.
O tema ainda é cercado de preconceitos, mas o fenômeno está presente ao longo de toda a história da sociedade. Falar sobre suicídio é importante, pois quanto mais informações corretas se têm mais vidas podem ser salvas. Ele não pode ser visto como uma coisa simples, ou de forma causal. Ele é um comportamento multifatorial e resultado de uma complexa interação de fatores psicológicos, biológicos, genéticos, culturais e socioambientais.
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) dão conta que a cada 40 segundos uma pessoa morre por suicídio no mundo. Já ao que se refere às tentativas, uma pessoa atenta contra a si própria a cada três segundos. Em todo o mundo, calcula-se que aproximadamente um milhão de casos de óbitos são registrados por suicídio. No Brasil, segundo a ABP, os casos passam de 12 mil, fora aqueles que são subnotificados, ou seja, não foram notificados como esperado ou devido. Desse total, 96,8% estão relacionados a transtornos mentais, como casos de depressão e transtorno bipolar. Os dados alertam que o tema é importante e que quanto mais informações se tiverem, de uma forma mais efetiva poderá se combater o estigma das doenças mentais e desmitificar o tema do suicídio.
Quando se fala da associação do suicídio com transtornos psiquiátricos, deve-se ter em mente que essa pessoa não foi tratada adequadamente ou sequer foi acompanhada. O acompanhamento correto com profissionais de saúde mental, como psiquiatra e psicólogo, a informação para os familiares e amigos buscando a compreensão e a identificação dos casos, é a principal forma de ajudar as pessoas.
Culturalmente, procura-se cuidar das doenças do corpo. Questões cardíacas são vistas com o cardiologista, respiratórias com um pneumologista. E as doenças emocionais? Procurar um psiquiatra ou um psicólogo para muitos ainda é visto com preconceito. Mas é importante salientar que as doenças da mente são tratáveis e fazer uma avaliação correta dos sintomas é importante. Para cada caso existe um tratamento mais adequado, e buscar se informar e se tratar é o primeiro passo para se ter qualidade de vida. Busque mais informações no site www.setembroamarelo.com.br e faça sua parte se informando para poder ajudar seu próximo.
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