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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026

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Dias melhores virão

O que a Lei Aldir Blanc está preparando para 2021

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Após a liberação dos nomes dos projetos selecionados nas primeiras levas de editais referentes a Lei de Emergência Cultural, a Lei Aldir Blanc, a expectativa cresce na espera do repasse dos recursos para o setor cultural para que esses produtos culturais saiam do papel. 

Devido as restrições sanitárias necessárias para contribuir com contenção da disseminação do covid-19, muitos desses projetos ainda precisarão de mais um tempo até que possam chegar ao público, porém já é possível falar um pouco sobre o que será produzido em nossa cidade nos próximos meses. 

A partir da coluna de hoje e na medida em que as informações cheguem, vou apresentar neste espaço um resumo dos projetos aprovados nos editais. 

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Começaremos com um resumo dos projetos aprovados no Edital Teatrando (o primeiro a ter seu resultado divulgado). 

Este edital buscava projetos que se enquadrassem nas seguintes categorias: 

Teatro com temática livre – Categoria reservada para selecionar 4 (quatro) projetos de realização de obras teatrais em suas mais variadas formas estéticas.  

Teatro Infanto/juvenil  Categoria reservada para selecionar 2 (dois) projetos de realização de obras teatrais voltadas ao público infanto/juvenil.  

Oficina de técnicas teatrais para a capacitação de professores – Categoria reservada para a seleção de 1 (um) projeto de realização de oficina virtual, com carga horária mínima de 12 (doze) horas, voltada para a capacitação dos professores da rede de ensino municipal através de técnicas desenvolvidas pelas Artes Cênicas.  

 

Na categoria Teatro com temática livre, foram selecionados os seguintes projetos culturais:  

A Cotovia e a Rosa - Reedição (Núcleo Teatral)  

Segundo o ator e produtor cultural Bruno Freitas, “a proposta é deixar o espetáculo pronto para novas apresentações e alçar voos mais altos.  

O cenário, os figurinos e demais adereços cênicos ficaram guardados por muito tempo necessitando de uma reestruturação para que o espetáculo novamente possa entrar em cartaz com toda a sua grandeza. 

O número de apresentações realizadas, ainda que tenham sido muitas, uma grande quantidade de pessoas, apesar de terem ouvido falar do espetáculo, não tiveram a oportunidade de assisti-lo. 

Com esta reedição o espetáculo estará pronto para atender esse público.”. 

 

A Grande Máquina (Grupo Teatral Realejo EnCena) 

Segundo a produção do espetáculo, “todo o projeto foi pensado para que possa visitar até mesmo cidades e bairros que não contam com um espaço físico específico para apresentações teatrais.  

O grupo, desejava montar um espetáculo que mostrasse o estado atual de fragmentação do homem e do mundo, mas também a luta para ultrapassar esse estado e atingir a integração.  

A proposta retoma alguns dos grandes temas universais, como a busca de um estado de felicidade e consciência superiores, a luta pela autossuperação, a discussão do verdadeiro objetivo da sociedade, um reposicionamento em relação a tudo o que nos cerca. 

O Grupo Teatral Realejo EnCena, em seus oito anos de existência, vem se caracterizando como um grupo que busca, a cada trabalho, desenvolver uma nova pesquisa que culminará em um produto artístico-cultural resultado de um projeto sempre desafiador. 

O ano de 2020 marca o início de uma nova pesquisa. A volta aos palcos, após um intenso e bem sucedido mergulho no mundo do Teatro Lambe-Lambe, será com o primeiro trabalho utilizando a estética do palco arena.  

A montagem de A Grande Máquina vem coroar a maturidade do grupo e busca criar um espetáculo que possa ser apresentado nos mais diversos lugares.”

 

Cultura, Estrada e Ambiente (Trabalho em conjunto entre Palhaça Assuntina e Comparsaria das Façanhas) 

De acordo com as informações enviadas pela atriz Jaqueline Iepsen, a Palhaça Assuntina, “o projeto Cultura, Estrada e Ambiente vai levar a palhaçaria, a música e a manipulação de bonecos pelas estradas de chão até as áreas rurais de Guaíba.  

Um dia comum na vida de uma palhaça, suas ações são tão automáticas e corriqueiras que ela não percebe o que está criando. Sua vida e sua casa estão uma bagunça, mas o importante é comer e descansar!  

Com um tema que faz parte de nossas vidas, o Meio Ambiente, a montagem do espetáculo é autoral e coletiva e contempla: pesquisa e criação de trilha sonora, roteiro, criação e montagem de um boneco gigante.  

Após cada encenação o público pode participar de um bate papo com os artistas e de oficinas de percussão, palhaçaria e técnicas dos bonequeiros.  

O projeto vai priorizar espaços abertos, ao ar livre ou estruturas pouco usadas, ou inesperadas para uma encenação teatral.  

O público abrangido nestas atividades é de faixa etária livre. Acompanha a gente por essas estradas, arte e cultura gratuita para todos!”. 

 

Hospital-Bazar (Consórcio de artistas de diversos segmentos culturais): 

A equipe de produção do espetáculo destaca que “este projeto é a união de esforços e talentos de profissionais de diversos segmentos artísticos unidos por uma paixão em comum: o teatro. 

A montagem de Hospital-Bazar será o propósito para juntar em um único projeto o consagrado escritor guaibense Altair Martins, autor do texto que também aceitou o convite para atuar no espetáculo; o reconhecido produtor audiovisual e ator Eduardo Teixeira; o ator Bruno Freitas, grande talento do tradicional grupo guaibense Núcleo Teatral; o cantor/compositor e ator Fevi Lopes; a atriz e produtora Aline Helena Elingen e o Diretor Teatral Isaque Santos, ambos provenientes do Grupo Teatral Realejo EnCena.  A trilha contará com a colaboração riquíssima dos maravilhosos integrantes do grupo Pequena Serenata, também de Guaíba. 

Esse ‘consórcio de talentos’ ficará responsável por levar aos palcos uma obra necessária, ainda mais neste momento de censura a arte e a educação, no qual as palavras são sinônimo de ameaça e o teatro é acusado de vulgaridade. 

Colocaremos em cena o resultado de um processo de construção coletiva que partirá do texto dramático, passará pelas experimentações com a tecnologia e estética da cena audiovisual, flertando com o uso de práticas de sonorização provenientes da música eletrônica e utilizando técnicas de atuação e encenação teatral.  

Uma conjunção de técnicas, saberes e fazeres que pretende levar ao público um espetáculo completo no que diz respeito à experiência teatral. Música, sons, imagens e movimentos pensados para ressaltar um texto extremamente atual e pertinente.  

Hospital-Bazar é uma alegoria precisa de nossos dias. Uma lupa sobre um quadro em três dimensões pintado com cores fortes. É impossível pensar a arte de modo dissociado de questões políticas. Em alguns casos, esse entrelaçamento é ainda mais marcado.”. 

 

Para a categoria Teatro Infanto/juvenil, foram selecionados os seguintes projetos culturais: 

 

Brincando na pandemia (Estação de Sonhos Escola de Arte): 

Luiza Sanguanini, proponente do projeto, informa que: 

“O projeto tem a finalidade de produzir e exibir o espetáculo infantil online Brincando na pandemia. O mesmo será direcionado ao público em geral pelas plataformas virtuais e às escolas municipais de Guaíba com conteúdo exclusivamente online com o link do espetáculo, através da secretaria municipal de educação, a fim de promover cultura em parceria com a educação. 

O espetáculo faz uma releitura dos momentos cotidianos vividos nestes tempos de pandemia, levando ao público, de forma leve e ao mesmo tempo reflexiva, aspectos emocionais que as crianças, de forma geral, estão enfrentando. Ao mesmo tempo, em seu enredo, busca alternativas de atividades e brincadeiras, promovendo um suporte emocional e a esperança de que tudo acabará bem. 

Essa produção é uma adaptação do espetáculo Era uma vez uma pandemia, selecionado pelo FAC DIGITAL RS, o qual foi adaptado com cenas específicas para o público infantil, com situações e brincadeiras recorrentes na pandemia.  

O espetáculo traz uma linguagem clownesca, buscando uma delicadeza minuciosa com o teatro simbolista. 

Pipa, a personagem protagonista do espetáculo, pretende fazer uma viagem para visitar seus pais. Após fazer as malas e estar com tudo pronto, depara-se, através dos noticiários com um terrível vírus que está circulando pelo mundo. Sendo assim, além de uma série de cuidados individuais a serem tomados, as visitas não são aconselháveis. Pipa fica desiludida, desfaz as malas e espera o tempo passar. Enquanto os meses vão passando, ela se reinventa e traz ao público situações inusitadas e divertidas até descobrir que boas notícias chegarão em breve.”. 

 

Uma menina, uma escada, um sonho... (Núcleo Teatral): 

Segundo a produção do espetáculo, “a ação proposta visa o estudo da obra Entre Nuvens, adaptação do livro de mesmo nome, com equipe de atores e produtores envolvidos no espetáculo, trata-se do processo de pesquisa e de cotação.  

Primeiro processo na pré-produção é o de buscar o ambiente de como será apresentado o espetáculo. Segundo processo da pré-produção, é o de ver as pessoas que estarão envolvidas, e deixar tudo acertado para o dia da apresentação, como por exemplo figurino, se vai ter alguma caracterização em maquiagem e cenário, enfim deixar tudo bem explicado, para que os atores ou até mesmo o autor esteja a par da situação.  

Portanto, Uma menina, uma escada, um sonho... vai atender todas as necessidades técnicas de produção, se cuidando de todos os problemas que poderão se tornar empecilhos, a maior parte dos erros de orçamento, ou estouro do mesmo.  

Todo grupo de teatro sonha em poder finalizar seus espetáculos com tudo pronto para a estreia. Esse projeto irá proporcionar a realização deste sonho para o grupo Núcleo Teatral, assim como na história de André Neves, onde a menina busca alcançar as nuvens subindo em uma escada.”. 

 

Na terceira categoria, a que prevê a seleção de um projeto de oficina envolvendo as Artes Cênicas para professores, o projeto escolhido aborda técnicas do Teatro Lambe-lambe, o Teatro em miniatura. 

 

Oficina de Arte Educação: o Teatro Lambe-lambe como Ferramenta Pedagógica (Grupo Teatral Realejo Encena): 

De acordo com Aline Helena Elingen, “este projeto visa a realização de oficinas virtuais voltadas às técnicas do Teatro Lambe-lambe para professores da rede pública de ensino, do município de Guaíba. A oficina será constituída por 13 módulos, cada um com em torno de 4 aulas com média de 20 minutos de duração cada, totalizando pelo menos 14 horas de oficina. A oficina abordará conteúdos teóricos que vão desde a criação e/ou adaptação da dramaturgia, tipos diversos de técnicas que podem ser utilizadas dentro do Teatro de Animação, elaboração de cenários, sonoplastia, figurinos, bem como a reutilização e ressignificação de materiais recicláveis, que podem ser utilizados na confecção dos trabalhos.”. 

 

Outro edital que também teve seus selecionados divulgados foi o Edital Arte por toda parte. 

Este edital tem por objetivo contemplar atividades e oficinas culturais das seguintes categorias:  

Mostra de capoeira – Apresentação e atividade didática;  

Mostra de dança contemporânea  Apresentação mais atividade de interação;  

Atividade Circense  Atividades lúdico-didáticas;  

Atividade de percussão – Oficina e apresentação musical;  

Atividade instrumental livre – oficina e apresentação musical;  

Jogos teatrais – Oficina e atividades de interação;  

Hora do Conto – Contação de histórias. 

 

Alguns dos selecionados já começaram a nos enviar informações sobre os seus trabalhos. 

Hoje vamos falar sobre três dos seis projetos aprovados: 

Na categoria Instrumental Livre, um dos dois selecionados é o projeto Violino: Um passado presente na nossa Cultura, de Luísa Czeczelski. 

 

Violino: Um passado presente na nossa Cultura (Luísa Czeczelski): 

Segundo Luísa Czeczelski, violinista proponente e 1ª Prenda Juvenil da 1ª Região Tradicionalista, “o violino é um instrumento da família das cordas friccionadas, que foi introduzido no Rio Grande do Sul pelos Padres Missioneiros em meados do século XVII, antes mesmo do acordeom, popularizado como “gaita”. Infelizmente, hoje o violino é visto, por grande parte do povo gaúcho, como não pertencente a sua cultura.  

O principal objetivo do projeto “Violino: um passado presente na nossa cultura” é a reinserção do instrumento na cultura gaúcha, visando o enriquecimento cultural. Ele pretende despertar o sentimento de amor por nossas raízes, construindo o respeito, a diversidade e a inclusão social, para desenvolver a percepção musical e despertar o gosto pelas habilidades rítmicas, fazendo com que outras pessoas desejem tocar um instrumento de forma lúdica, sempre socializando o aprendizado, para a comunidade que o restringe como um instrumento exclusivamente erudito. 

A prática de estudar este instrumento gera um conjunto de benefícios que poucas atividades realizadas são capazes de reunir. É cientificamente comprovado que estudar violino não só auxilia no desenvolvimento da motricidade (coordenação de movimentos, aumento da consciência corporal, postura física correta), mas também ajuda a desenvolver o raciocínio lógico e cognitivo. 

O projeto não pretende acolher apenas aqueles que desejam aprender o instrumento, mas sim incentivar que todos os cidadãos o acolham e o reconheçam como parte da sua história cultural, disseminando a cultura do violino gaúcho e espalhando arte por toda parte.”. 

 

Na categoria Jogos Teatrais, foram selecionados dois projetos: 

 

Oficina de Experimentação Teatral em Tempos de Pandemia – Jogos de Improviso para Fazer com Máscara e Álcool em Gel (Grupo Teatral Realejo EnCena): 

De acordo com informações colhidas com os proponentes, este projeto prevê a “organização e execução de uma oficina gratuita voltada para os Jogos de Improviso, destinada a todos os interessados, independente se já tiveram ou não contato com a arte teatral. 

Nesta oficina serão feitas experimentações com jogos teatrais que valorizem a expressão corporal e que, portanto, não façam uso da fala e que não seja necessário o contato físico, diminuindo o prejuízo causado pelo uso das máscaras durante as construções das improvisações cênicas.  

Também ofereceremos opções de jogos para serem praticados em casa, na escola ou em qualquer outro lugar de forma presencial ou virtual. 

Sabe-se que o contato com a arte teatral, desenvolve diversos fatores importantes para o desenvolvimento pessoal e social do cidadão, como, por exemplo, a timidez, a convivência com outras pessoas, o trabalho em equipe, a expressão corporal e vocal, a comunicação, o desenvolvimento intelectual e emocional, a percepção do próximo e de si mesmo, etc. 

Devemos ressaltar que o aprendizado obtido por meio dos jogos teatrais, é levado para a vida cotidiana, pois quem teve contato com esta arte, passa a enxergar o mundo a sua volta e a si próprio com um olhar mais profundo e atento. 

Pensando no atual momento pandêmico e nas condições mínimas de segurança necessárias para conter o avanço da contaminação, decidimos partir em busca de possíveis estratégias para viabilizar a prática teatral, especificamente a área voltada para a expressividade a partir dos jogos de improviso.”. 

 

Livre-se – Espetáculo Teatro Lambe-Lambe (Aline Helena Elingen): 

A proponente Aline Helena Elingen destaca que “este projeto tem como objetivo realizar apresentações nos mais variados espaços, que sejam abertos e públicos, buscando integração com a comunidade, divulgando a técnica do Teatro Lambe-lambe. 

Para estas apresentações, contaremos com uma estrutura adaptada para atender as medidas sanitárias necessárias para prevenção da contaminação por covid-19. Disponibilizaremos máscaras descartáveis e álcool em gel para os espectadores, e organizaremos a fila de espera de modo que não haja aglomeração.  

A ação contará com diversas apresentações individuais de 4 minutos cada, e o momento de espera será preenchido por conversas com o diretor do espetáculo/mestre de cerimônia, que explica a trajetória desta técnica genuinamente brasileira, enquanto expõe detalhes do processo criativo. 

Este projeto tem como finalidade levar para a população uma nova opção de fazer teatral, demonstrando que a Arte Teatral possui diversas vertentes e que todos podemos ter acesso ao fazer artístico, tendo como ferramenta uma arte que surgiu em território nacional. Ressaltamos também a importância da formação de público e do desenvolvimento da economia da cultura, que afeta também a economia local de forma geral. 

Além disso, este projeto é uma forma de manter as atividades do grupo, contribuindo para a dinâmica da economia local.”. 

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Esses são apenas alguns dos projetos selecionados.  

Ainda tem muito mais coisas bacanas indo para o forno. 

Em pouco tempo, assim que tenhamos mais segurança sanitária, nossa cidade testemunhará uma movimentação cultural sem precedentes, graças aos recursos dessa lei tão importante, que nasceu nesse momento complicadíssimo para o setor e para a economia em torno da Cultura. 

Fiquem de olho nessas maravilhas que estão sendo organizadas. 

O futuro será melhor! 

Coisas lindas estão sendo construídas.  

Passaremos por essa tristeza e comemoraremos com bastante Arte! 

Quando tudo isso passar, teremos várias (ótimas) opções para matar a saudade. 

Quando tudo isso passar, sejamos o público e os parceiros que nossos artistas merecem! 

Vamos construir juntos. 

Nas próximas colunas, trago mais motivos para ficarmos esperançosos quanto a produção local. 

A Arte prevalece! 

Comentários:
Isaque Conceição

Publicado por:

Isaque Conceição

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