Eu te desafio
a olhar diretamente
no olho do
centro do mundo
e sentir o medo profundo
de desentender tudo
e perder o rumo de vez.
Eu te invoco,
com os gritos que se arrancam da carne
nas cascas da própria ferida
e te convoco
a participar da dor
e do desespero de
seres um reles mortal.
Eu te destituo
de toda autoridade pueril
balizada nos ímpetos
tua infância hostil
e me imponho sobre ti
como o céu que desaba
nas tempestades
- like a hurricane.
Então virá o silêncio,
por um longo tempo,
até que te acalmes – homem de bem.
Quando novamente ouvires os pássaros
e entenderes que, ainda que vivo,
descompreendes a vida,
estarás livre para ser mais
que uma pedra
- invisível -
no meio do caminho.
Comentários: