Nosso Conselho Municipal de Políticas Culturais de Guaíba se prepara para um momento histórico.
Depois de um longo inverno de incertezas, o COMPC se prepara para um período de atualização de seu regimento e expansão de sua representatividade.
Para saber um pouco mais sobre o funcionamento, recomendo a leitura da coluna “Quer um conselho?”, escrita para este espaço no ano passado.
O fato é que o Conselho chegou em uma encruzilhada em sua trajetória. Ou mudava drasticamente ou morreria por desnutrição. Após momentos complicados nos últimos meses, as coisas parecem estar voltando para os trilhos e boas transformações estão sendo encaminhadas.
Desejo antigo dos representantes da sociedade civil, a expansão do número de cadeiras e de conselheiros eleitos pela comunidade encontrou respaldo na atual gestão da Secretaria de Turismo, Desporto e Cultura, uma das partes do conselho. Essa convergência de objetivos facilitará a construção, dentro do órgão paritário, já que, até então, para cada cadeira colocada do lado da sociedade civil, deve haver a compensação com a abertura de outra vaga por parte do poder público.
Atualmente o conselho conta com sete cadeiras representantes da sociedade civil e outras sete indicadas pelo poder público. A ambição é pelo menos duplicar esses números, seja pela inclusão de novas cadeiras, seja por meio do fatiamento de alguns segmentos que estão abrigando mais de uma modalidade artística.
Com a inclusão de outros segmentos, entidades e instituições, teremos um conselho mais robusto e com muito maior representatividade.
Estão sendo organizados diversos grupos de trabalho para organizar e encaminhar as demandas das várias frentes de trabalho.
O plano de ação está dividido em ações imediatas, de curtíssimo e curto prazos.
Entre as prioridades imediatas está o estabelecimento de uma comunicação mais efetiva com a comunidade, em especial, com o Setor Cultural e os agentes envolvidos na dinâmica rede da economia criativa.
Transmissões tanto das reuniões ordinárias e extraordinárias do Conselho, como dos encontros dos segmentos, passando por painéis e lives temáticas e incluindo a divulgação dos trabalhos artísticos locais, são apenas algumas das medidas relacionadas com a tentativa de melhoria na comunicação externa e apoio ao setor.
Ao mesmo tempo em que essa frente de trabalho vai colocando em prática essas ações, outro grupo de trabalho vai discutir e encaminhar as alterações legais necessárias para essas transformações. A mudança de regimento será construída em conjunto e tem como principal objetivo reorganizar a ocupação e revisar os compromissos, competências e responsabilidades de seus membros.
Reuniões devem ser agendadas nos próximos dias com a finalidade de conversar com os segmentos e decidir quais cadeiras devem ser incluídas na nova formatação que será proposta ao fim desta fase de conversas.
A tendência é que se abra espaço para a promoção de um ambiente voltado para a construção coletiva, transversal e transdisciplinar, onde a rede cultural, artística e criativa possa se consolidar e encontrar caminhos compartilhados para a proposição de políticas públicas voltadas ao Setor Cultural.
Além da manutenção de segmentos como Artes Cênicas, Música, Audiovisual, Tradicionalismo, Carnaval, Artesanato e Literatura, a ideia é a criação de uma cadeira específica que possa aconselhar sobre questões étnicas, além de buscar mais aproximação com os Pontos de Cultura, Universidades, Associações e entidades comerciais como a CDL e o Sindilojas.
Todas as ações que estão sendo arquitetadas possuem como espinha dorsal o desejo de entregar para a comunidade cultural, artistas, investidores e respeitável público, um conselho forte, efetivo e representativo, com condições de auxiliar tanto a sociedade civil a manifestar suas demandas, quanto o poder público a fazer uma gestão de qualidade e alcance.
Essas movimentações antecedem o final da atual gestão do conselho devendo ser encaminhadas e concluídas em um curto período de tempo, já que existe a pretensão de realização das próximas eleições em até 3 meses.
É desejo de todos os envolvidos que esta seja a maior eleição da história do COMPC, a terceira aberta em sua curta existência de apenas 6 anos, e já possa contar com as novas cadeiras representativas.
A nova gestão eleita ficará com a responsabilidade de execução da Conferência Municipal de Cultura, inicialmente prevista para o final do ano. O planejamento e encaminhamento deste evento também deve ser organizado por um dos grupos de trabalho criados para essa força tarefa de restruturação do COMPC.
O Conselho reconhece a necessidade de mudanças e está se movimentando para que isso se realize na prática. Este é um ótimo momento para que as pessoas também busquem a aproximação com os conselheiros. Só assim conseguiremos construir algo sólido, inteligente, eficiente, representativo e, principalmente, VIVO!
Logo teremos um Conselho Municipal de Políticas Culturais novinho em folha!
Participe dessa construção coletiva!
A CULTURA MERECE!
GUAÍBA MERECE!
NÓS TODOS MERECEMOS!
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