Devido ao cenário pandêmico, que vem modificando a vida das pessoas em todos os continentes, o maior evento esportivo do mundo, conhecido como Jogos Olímpicos ocorreu no Japão.
Inúmeras modalidades esportivas, 46 no total, estiveram no escopo desta edição e outras tiveram sua estreia: surfe, skate, karatê, escalada esportiva e beisebol/softbol. As Olimpíadas foram disputadas por quase 12 mil atletas, sendo que a delegação brasileira foi composta por 302 atletas brasileiros (as).
Em uma marca inédita, o Brasil alcançou o número de 21 medalhas conquistadas: 7 de ouro, 6 de prata e 8 de bronze, e o 12º colocação no quadro geral de medalhas.
Alguns destaques históricos foram:
- A ginasta Rebeca Andrade foi a primeira mulher brasileira a subir duas vezes no pódio em uma mesma Olimpíada (foi ouro no salto e prata no individual geral);
- A skatista Rayssa Leal, com apenas 13 anos de idade, se tornou a medalhista mais jovem da história do País e a mais nova do mundo desde 1936;
- Com dupla no tênis selecionada na véspera de estreia, Luísa Stefani e Laura Pigossi, trouxeram a primeira medalha olímpica da história da modalidade no Brasil;
- Alison dos Santos conquistou o bronze nos 400 metros com barreiras, em uma prova em que os três primeiros colocados superaram o antigo recorde olímpico.
Entre tantas dificuldades, perdas e superações para todos (as) atletas que chegaram até o Japão, dependeram de inúmeras influências. Alguns números refletem a realidade da delegação brasileira da Olimpíada 2020: 131 não têm patrocínio; 36 realizaram permutas; 41 promoveram "vaquinhas" para arrecadar recursos; 33 conciliam o esporte com outro emprego; e 78 nem sequer estão incluídos no Programa Bolsa Atleta.
Mas o que este grande evento pode nos deixar de lição e nos fazer refletir? Que mesmo diante de todas as adversidades, podemos fazer história, criar forças, alcançar nossos objetivos, nos emocionar, acreditar, realizar nossos sonhos e tentar novamente.
Por fim, a mensagem que o Japão nos apresentou foi a de que a paz e união entre os povos, é algo que necessitamos, ainda mais em um momento como este. Os agradecimentos a todos (as) profissionais na linha de frente, tanto da saúde quanto os próprios atletas, nos mostraram o lado bom de ser humano (a).
Ficamos com a esperança de que daqui 3 anos, buscaremos mais superações e novos legados nas Olimpíadas 2024 na França.
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