Confesso que não fora fácil a escolha da primeira dica de leitura desta coluna, primeiro pensei em indicar o meu livro favorito, um clássico, o livro A Metamorfose, de Franz Kafka, ou qualquer um do Machadinho, porém pensei em indicar algo mais contemporâneo e há uma diversidade de livros bons, para não dizer maravilhosos, poderia sugerir a leitura de qualquer livro da Natalia Polesso, do Gustavo Melo Czekster, do Luiz Antônio de Assis Brasil, do Júlian Fuks, da Conceição Evaristo, da Carina Luft, do Oscar Bessi, da Teresa Cárdenas, da Helena Terra, da Schariza Barberena, do Antonio Schimeneck, do Jeferson Tenório, da Rochele Bagatini, do Altair Martins, da Valesca de Assis, são tantos autores respeitáveis e obras incríveis que a lista só aumenta e escolha fica cada vez mais difícil. Sendo assim, decidi criar um critério para a escolha da primeira indicação de leitura: o livro mais lido no mundo.
Para minha surpresa, ou não, o livro mais lido no mundo, e que está em primeiro lugar em todas as pesquisas é a Bíblia Sagrada. Em terceiro lugar está Dom Quixote, de Miguel de Cervantes e em sétimo lugar O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Li todos e com propriedade posso afirmar que os três livros são excelentes opções de leitura e digo que são quase que leituras obrigatórias para todas as idades.
Segundo especialistas a Bíblia Sagrada não só foi o primeiro livro a ser impresso no mundo como resistiu à força do tempo, ao longo de milhares de anos, desde o primeiro manuscrito encontrado, até a primeira publicação em latim, na Alemanha, em 1452, por Johannes Gutenberg e as traduções mais atuais, um livro que resiste não só ao tempo, mas à força da natureza. Para os cristãos é um verdadeiro manual da vida, a palavra de Deus, Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, para pesquisadores, estudiosos e ateus um livro com muita fonte histórica, histórias, metáforas e fonte conhecimento. Mil cento e oitenta e nove capítulos, distribuídos entre 66 livros, escritos em tempos diferentes, lugares distintos, por 40 autores diferentes, todavia com uma temática central e uma única linha cronológica. E para quem duvida da autenticidade desta obra, os arqueólogos encontraram diversos vestígios que comprovam a sua veracidade. Fonte de muita pesquisa para estudiosos de diversas áreas, por conter um conteúdo poético e histórico, contudo para outros uma fonte de vida e de amor. Em um mundo que tem fome e sede de amor e empatia, uma ótima dica de leitura diária.
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