Repórter Guaibense

Terça-feira, 07 de Julho de 2026

Colunas/Geral

10 de dezembro: Dia Internacional dos Direitos Humanos

Direitos Humanos é uma política a favor da vida, é não por a culpa no sujeito

10 de dezembro: Dia Internacional dos Direitos Humanos
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Importante considerar que, independentemente das razões do surgimento, num tempo e num lugar historicamente situados, a construção de Direitos Humanos é fundamental para a humanização das sociedades.

As discussões sobre Direitos Humanos chegaram tardiamente na América Latina e no Brasil. Embora o Estado brasileiro tenha aderido à Declaração Universal da Organização das Nações Unidas de 1948, os Direitos Humanos passaram efetivamente a fazer parte da história nacional no momento em que foram enxergados como possibilidade de defesa à vida, liberdade e democracia, em resposta às práticas autoritárias da ditadura militar.

Os movimentos sociais, apoiados nos princípios de Direitos Humanos, encabeçaram as lutas que abriram caminho para a redemocratização brasileira. Tanto as denúncias contra as arbitrariedades governamentais, quanto às reivindicações por direitos e garantias individuais surgiram com força no cenário social e político dos anos 80. Naquele momento, as críticas aos Direitos Humanos, feitas principalmente pela grande mídia, pelo pensamento conservador e pelo Estado autoritário, apareceram como tentativa de enfraquecer o movimento que denunciava violações no âmbito do governo e da sociedade em prol da garantia dos direitos da maioria.

Leia Também:

Não tem como não comparar com o momento atual onde o governo federal larga “bombas” a todo o momento, sendo nas políticas de prevenção ao HIV/Aids, Educação Especial e recentemente nas políticas de saúde mental. Os movimentos sociais e profissionais de saúde e educação tem enfrentado diariamente o “não poder trabalhar”, além do retrocesso nas lógicas de trabalho e políticas, a fome, a desigualdade e, que, por mais que os direitos estejam no papel, isso não assegura a sua garantia sem o poder público e o controle social.

Os Direitos Humanos estão em permanente processo de construção e não nascem prontos, mas que estes direitos são conquistados ao longo da história de acordo com a necessidade da humanidade. É possível dizer que lutar por Direitos Humanos é lutar por reconhecimento, é lutar contra qualquer tipo de violação de direitos já conquistados e seguir lutando para que sejam estabelecidos novos e necessários direitos ao longo da história da humanidade.

Muito ouço das pessoas que Direitos Humanos são pra presos, que Direitos Humanos são para "humanos direitos". Isso é um equívoco grave e mostra o analfabetismo funcional brasileiro acerca da nossa constituição, do nosso sistema político e da democracia. Muitas pessoas morreram para ter os direitos que temos hoje. Muitas mulheres morreram para poderem votar hoje, muitos gays morreram apenas poder serem gays, muitas pessoas morreram por não terem acesso a saúde pelo estado entender que não é sua responsabilidade. Direitos Humanos é coisa séria e merece uma atenção especial.

Direitos Humanos é uma política a favor da vida, é não por a culpa no sujeito, é corresponsabilizar a todas e todos. Se formos olhar a história muitos índios foram mortos por não serem considerados humanos. Quando se tem uma manifestação, um protesto, uma parada livre (parada gay), marcha de mulher, são atos simbólicos para mostrar que as pessoas existem e merecem dignidade e respeito, é provar a sua humanidade.

Não é privilégio, nem favorecer vagabundo! Sugiro pesquisar a comissão da verdade no Brasil, ler os textos de Maria Rita Kel. Que possamos avançar com democracia, dignidade e humanidade, e não é isso que esta acontecendo.

Comentários:
Vinicius Pasqualin

Publicado por:

Vinicius Pasqualin

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Veja também