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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026

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A agro é tech: os drones

Drones a serviço do produtor rural tem objetivo de precisão

A agro é tech: os drones
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Na coluna anterior falamos da mudança que está ocorrendo na direção de um dos polos magnéticos terrestres e de que maneira isso poderia nos afetar. Comentei  que uma das principais consequências estariam no campo da geolocalização, que utiliza satélites geoestacionários para que o sistema obtenha as coordenadas geográficas, sistema conhecido por nós como GPS (Global Positioning System). Hoje em dia o GPS está presente nos nossos smartphones, relógios, carros, navios, aviões e também no agronegócio. É sobre o uso do GPS no agronegócio que pretendo me aventurar nessa coluna. O “agro é tech, agro é pop, agro é tudo”.

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Primeiramente, quero parabenizar a todos os produtores e produtoras rurais pelo seu dia (25 de maio)! Conhecimento não se adquire solitariamente, assim sendo, gostaria de agradecer ao meu amigo Thiago Duarte pela conversa sobre o tema e pelos documentos compartilhados.

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O agronegócio é um ramo que sempre me atraiu, principalmente em relação a tecnologia. Na famosa Expointer, enquanto amigos e familiares optavam por ver os animais, eu rumava para a exposição das máquinas. Faz tempo que não visito a feira, mas sigo acompanhando a evolução das máquinas e ferramentas ligadas ao agro (agronegócio).

Sem um agronegócio forte, o Rio Grande do Sul – um dos celeiros do Brasil – estaria pior do que está em termos financeiros. Mas como tornar ou manter esse setor forte? Acredito que o uso de tecnologias cada vez mais modernas é resposta para tal questão. As tecnologias no campo possibilitam – entre outras coisas – a obtenção de informações mais detalhadas da propriedade, transformar essas informações em modelos de plantio, escolha da metodologia que será utilizada durante a safra, redução de gastos e de desperdício de água e defensivos. Como percebe, as tecnologias estão presentes em várias frentes do agronegócio.

Apenas por amar drones, focarei no uso dos mesmos em plantações. Um drone é um veículo aéreo não tripulado (VANT) controlado por computador (via internet) ou por controle remoto. Sob as lentes da Física, o drone consegue voar graças ao “Princípio da Conservação do Momentum Angular” e sua estabilidade advém do material e da forma como é construído.

Os drones integram o que chamamos de agricultura de precisão e têm sido aliados no reconhecimento de propriedades através da captação de imagens, sendo capazes de informar por exemplo, as microrregiões que necessitam da aplicação de algum defensivo. Um mapeamento feito dessa forma poupa mão de obra, já que a equipe necessária para manipular essa ferramenta é pequena; poupa tempo, se pensarmos no estudo que cada pessoa terá que fazer ao transitar pelos quadrantes da propriedade; e evita o desperdício de produtos, afinal um avião agrícola não consegue ser tão preciso em termos de microrregiões.

Quando esses dispositivos não são guiados por controle remoto, são comandados por um programa de computador (software) que está conectado a um sistema GPS, possibilitando um o voo programado conforme as coordenadas da propriedade. Claro que o uso desses vants na agricultura é regularizado pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil).

Relacionando com a coluna anterior: o polo sul magnético terrestre mudar sua direção implica na alteração da localização dos satélites geoestacionários, e consequentemente em atualizações de coordenadas geográficas e claro, dos softwares que as utilizam. Se esse fenômeno acontecer frequentemente (como está ocorrendo), essas atualizações serão cada vez mais necessárias para evitar problemas de localização, mas por outro lado, cada atualização gera custos para as empresas que controlam essas plataformas e de certa forma para os seus usuários.

Pensemos em uma plantação extensa. É difícil sermos precisos em relação ao crescimento da vegetação e surgimento de pragas. Há casos que se a vegetação não for remediada através dos drones de pulverização em até três dias, a praga se espalha e possivelmente perde-se a lavoura por completo. A precisão é o principal benefício dos drones para o agro.

Mas você deve estar se questionando: mas quanto custam esses drones? Hoje em dia a faixa de pressão está entre cinco e cento e cinquenta mil reais, dependendo da qualidade dos sensores, da capacidade de carga (água e defensivos) e da carga útil (horas de voo). Para aquele agricultor que não quer se empoderar de tal tecnologia, existem empresas de consultoria rural que utilizam tais ferramentas para obter informações da propriedade e disponibilizam um relatório ao final da análise.

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Como tudo na vida, devemos pensar na relação custo-benefício. Quando falo de empoderamento tecnológico, estou falando de estudar a ferramenta que será utilizada, porém estudo necessita de tempo, algo que talvez os agricultores não tenham pois estão sempre na ativa. Nesse caso, talvez uma consultoria seja o melhor. Não estou aqui para defender ou atacar o uso de tecnologias no campo, e sim demonstrar alguns benefícios que essas tecnologias podem trazer. Acredito que a mudança de paradigma será gradual, mas necessária.

Para vocês terem ideia da importância da tecnologia no campo, lembrando sempre que ferramentas são neutras e eu defendo o seu uso para o bem, assistam ao filme “O menino que descobriu o vento” e reflitam sobre “mudar é difícil, não mudar é fatal”.

FONTE/CRÉDITOS: Joshua Antarges / Unsplash.
Comentários:
Guilherme Weihmann

Publicado por:

Guilherme Weihmann

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