Os CTGs são sociedades civis, que possuem classificação de “sem fins lucrativos” e trazem em seus estatutos, um organograma com cargos distribuídos com suas hierarquias e funções características, exemplificando, é tal como um clube, uma sociedade organizada, que apesara do rótulo do “sem fins lucrativos” possui uma grandiosidade de compromissos financeiros que fazem com que sua diretoria, ou “Patronagem” (como é denominado no meio tradicionalista), trabalhem muito, para que sejam cumpridos esses compromissos.
Como toda sociedade organizada, que busca e necessita de recursos para se manter, precisa ter em suas lideranças, características importantes como serem acolhedoras, aglutinadoras, positivas, desbravadoras e mobilizadoras, pois sem o poder dessas fortalezas, os CTGs não conseguem atraírem seus públicos e compartilharem do apoio financeiro, seja através de eventos ou de solicitações.
Os gestores que se põe a frente da entidade devem ter em si, a certeza de que, nada nem ninguém é maior que a própria entidade, devem trabalhar e fortalecer o nome e a participação da sua entidade junto a sociedade, servindo de braço de apoio para o desenvolvimento dessa sociedade.
Os CTGs tem internamente o desenvolvimento de áreas artísticas, culturais, campeiras, sociais, esportivas e outros, conforme a determinação de seus estatutos, que trabalham em conjunto para apoiar a Patronagem no desenvolvimento de sua entidade.
A maior virtude de um Patrão, ou de uma Patronagem, é de aglutinar em seu corpo diretivo, pessoas que possam trabalhar em seus departamentos de forma a entregar tecnicamente o que precisa cada área, mas de chamar a atenção dos participantes, para cativá-los, motivá-los e mantê-los em seu quadro social, para que a semente do futuro da entidade não seja extinguida por falta de motivação.
Importante também, considerarmos que estes integrantes da patronagem, sigam se qualificando, estudando sobre os temas de seus departamentos, atentos as diretrizes do MTG (movimenta tradicionalista gaúcho), também de sua região tradicionalista, para que possa alinhar seus propósitos como entidade aos dos órgãos diretivos das movimento.
Ao Patrão, fica a responsabilidade de organizar sua equipe diretiva para que atuem em sinergia e mantenha a entidade viva e ordenada. Precisa ser um observador de talentos! Sim, acompanhando os integrantes da sua entidade e descobrindo potenciais e abrindo espaço, frentes de diálogos, para no próximo passo, serem integrantes da patronagem.
Ser um líder é desafiador! Haverá erros e acertos, então, ter pessoas ao seu lado que não tenha as mesmas características, trás debates e também e evoluções e tomadas de perspectivas muito diferentes sobre o mesmo tema, mas quando há um trabalho integrado, como verdadeira equipe, as diferenças são acolhidas e o trabalho em conjunto aparece. Por afinal, ninguém faz nada sozinho.
O patrão é como um gerente ou liderança majoritária, que deve observar e determinar para que os departamentos cumpram a proposta de seus objetivos e se atentem a necessidade de manter e ampliar o quadro social.
Esta equipe que é a patronagem, não pode se tornar silos, onde cada departamento olha somente para si! Há de ser um trabalho integrado, onde um colabora com o departamento do outro! Pois o objetivo maior, sempre, deverá ser o resultado da entidade.
Os demais membros da Patronagem devem apoiar as determinações, deliberarem em parceria com o seu Patrão e servirem de link entre associados e patronagem, tentando manter em harmonia essa relação, ainda com o desafio de motivar os seus sócios participantes a promoverem o ingresso de novos membros, fortalecendo assim o quadro social da entidade.
Os participantes, por sua vez, se motivados e com a ligação fortalecida com a entidade, são parceiros poderosos para o engrandecimento dessa, seja quando forem estabelecer representatividade, tanto quanto quando estiverem internamente apoiando em algum evento.
Tudo é parceria e engajamento, um CTG é o resultado do trabalho conjunto e em prol de um mesmo objetivo, onde as relações de confiança e afeto, fazem sempre a diferença em relação as dificuldades.
Todo este esforço está direcionado para mantenhamos vivo o patrimônio cultural do nosso Estado. Então, que possamos seguir no caminho do trabalho coletivo e integrado em prol de um bem maior.
“que o maior presente entre as pessoas, sejam a bondade e o amor fraterno!”
Mário Terres e Tainara Moraga
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