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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026

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A transformação masculina a partir da paternidade

A paternidade responsável se destaca no contexto da Constituição de 88

A transformação masculina a partir da paternidade
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Olá, caros leitores!

Entramos no mês dos pais e após muitas reflexões, resolvi escrever sobre algo que pude vivenciar e de experiências que tive através de algumas demandas jurídicas ligadas a área de família. O assunto desta vez é sobre a paternidade e a transformação que devemos ter através deste importante e lindo momento que se vive após ser pai.

 

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“A paternidade responsável se destaca no contexto da Constituição de 1988, refletindo seus efeitos para todo o sistema. Os pais, ao assumirem esse status, passam a ser titulares de diversas obrigações sendo verdadeiro afirmar que deles, de alguma forma, sempre se exigiu certo tipo de responsabilidade. Seu conteúdo, todavia, é que variou no histórico da construção da família brasileira. A proteção aos filhos, anteriormente mais formalista e restrita à aplicação de medidas de suspensão ou destituição do poder familiar (pátrio poder), cedeu espaço para outros valores. Atualmente, cabe aos pais, em essência, a formação e a emancipação da pessoa do filho. Assistir, educar e criar são as ações básicas que informam a sua responsabilidade, sendo ainda titulares do dever de inserir o menor no contexto da família e da sociedade. A igualdade, a solidariedade e a autonomia se mesclam ao encargo parental, a bem da formação física e psíquica da prole.”

 

Mas afinal de contas, o que é ser pai hoje? Será que é somente uma questão de gênero? Um grande questionamento dos tempos modernos é entender como a nova masculinidade está se moldando. Talvez a evolução de diversas gerações em que convivemos não consiga atingir o sucesso que se é desejado devido as grandes transformações em que o mundo e nosso cotidiano sofrem e que exigem um novo “despertar” dos pais, para só assim entender quem é esse novo ser chamado “homem”.

Precisamos identificar que os comportamentos do passado já não se encaixam mais nos dias atuais e o mundo pede que para que se introduza um novo “ser” ao mundo, necessita-se de muita compaixão e dedicação dos pais (plural e não singular) para que possamos mudar uma sociedade com visões machistas ou feministas, demonstrando claramente o papel de cada um no desenvolvimento de seus filhos.

Precisamos desmistificar nossas culturas e crenças, sobretudo o que aprendemos, para pegarmos a parte positiva e corrigir aquilo que precisa ser corrigido. Paternidade é ser pai, independentemente de como se tornou pai. A paternidade ativa são as ações, é o cuidado físico e emocional que se dá ao filho, é a maneira única de olhar, de falar, de cuidar de um “serzinho” que irá ser pai ou mãe no futuro e que com certeza herdaram esses cuidados como referência para o futuro.

Muitos pais se preocupam com a criação dos seus filhos e filhas, mas, analisando toda a jornada no universo paterno, acredito que no fundo todos acabam sentindo muito medo de que nossos “pequenos” repliquem e/ou sejam vítimas de comportamentos estigmatizados por nós mesmos e que foram vivenciamos na infância, e que indiretamente podem e serão herdados ou condicionados para aqueles que hoje recebem a educação.

Praticar a paternidade ativa também é compartilhar com sua parceira da decisão de ter ou não filhos e qual a melhor hora e forma para tê-los. Esse envolvimento traz como possibilidade melhor qualidade de vida e a criação de vínculos afetivos mais fortes e saudáveis para todos(as). Quem nunca ouviu falar: “a mulher é o sexo frágil e o homem deve ser bruto”? Esses estigmas passam de geração a geração, muitas vezes repetidos sem ao menos se ter consciência do que é falado, ou seja, de forma a considerar natural a afirmação, desconsiderando a sua construção.

Paternidade vai mais além do que a presença, mais além do que o nome que é dado ao filho, paternidade designa o valor, reconhece as virtudes, estrutura os caminhos e dá os limites necessários na educação dos filhos. É a busca incansável pelo equilíbrio entre ser pai e dividir responsabilidades com a mãe, é a importância que um pai tem em perceber que toda essa educação precisa ser revestida de ternura e reconhecimento. É saber ouvir, aprender e compreender que nunca se sabe tudo, e que não é sobre saber tudo, mas sim dividir experiências e em conjunto crescer com base no respeito, na ética, com a devida valorização da família.

 

“A PATERNIDADE É UMA HABILIDADE E, COMO QUALQUER OUTRA HABILIDADE, É NECESSÁRIO PRÁTICA, ERROS E AS FERRAMENTAS CERTAS PARA DESENVOLVÊ-LA. UM PAI NÃO NASCE, ELE SE CONSTRÓI. EU QUERO DESAPRENDER PARA APRENDER DE NOVO, RASPAR AS TINTAS COM QUE ME PINTARAM, DESENCAIXOTAR EMOÇÕES, RECUPERAR SENTIDOS.”.

 

Ser pai está muito além de ter feito alguém que, carregando metade da sua carga genética, te dá o direito de se autodenominar pai, vai muito além disso! Que possamos nos despir dos preconceitos e viver a paternidade de forma plena, sem culpa e com muita união, assumindo verdadeiramente a responsabilidade com orgulho de realmente ser pai .

A paternidade responsável é missão grandiosa que não comporta demissão. Ser pai é alimentar a cada dia a chama da vida que aquece  a alma daqueles que só podem enxergar com o coração, a pureza dos seus filhos, sem fazer qualquer distinção .

Mais não falo, apenas reflito......

Comentários:
Felipe Coimbra

Publicado por:

Felipe Coimbra

Dr. Felipe Coimbra, advogado e CEO do escritório Coimbra, Farias e Pfleger, é Procurador Geral no Conselho de Educação Física. Ex-presidente do Rotary Club de Guaíba, atualmente é governador assistente e Diretor Artístico do CTG Gomes...

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