Repórter Guaibense

Quinta-feira, 20 de Junho de 2024

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Águas de Maio

Centros de Tradição Gaúcha (CTGs) desempenham um papel crucial, demos espaço ao acolhimento...

Águas de Maio
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Dom Barulho já dizia: “A natureza tem o poder de transformar, o mundo e as pessoas, acompanhem seus ciclos e aprendam o que ela tem a ensinar.”

Pois não é que o velho rude e sem a cultura dos bancos colegiais carregava em si, um ensinamento cósmico???

A natureza trouxe a transformação, com suas águas invasoras, foram tomando conta de tudo e rapidamente, mudando a geografia de cidades inteiras.

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Onde era banhado, virou rio, onde era potreiro, virou rio, onde tinha um campinho de futebol, virou rio. Até ruas, bairros, cidades, viraram rio...

É a força imensurável da natureza mudando os contornos da geografia gaúcha com um tanto de água, medo, pânico e dor, devastando tudo o que tem pela frente, sem dar chance para muitos, de terem suas vidas salvaguardadas.

Não é maldade, nem penitência, mas a vida nesse planeta se reajustando, trazendo nas suas reacomodações, ensinamentos, novos desenhos do pampa, da serra, do litoral, mas ainda tem mais, ensinamentos de caridade, fraternidade, amor incondicional, desapego material, há tanto que aprender com esse momento.

A dor emocional causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul é profunda e multifacetada. As enchentes não apenas destroem bens materiais, mas também afetam significativamente o bem-estar psicológico das pessoas.  Perder a casa, memórias e a sensação de segurança pode desencadear sentimentos de desamparo, tristeza e ansiedade.

 Muitos enfrentam um luto prolongado pela perda de entes queridos ou pela destruição de comunidades inteiras.

A incerteza sobre o futuro e a dificuldade em reconstruir a vida exacerbam o estresse e a desesperança. E neste contexto todo que estamos inseridos, os Centros de Tradição Gaúcha (CTGs) desempenham um papel crucial, demos espaço ao acolhimento e na organização de doações para os afetados pelas enchentes. Com suas raízes profundas na cultura e na solidariedade comunitária, os CTGs mobilizam rapidamente seus membros e recursos para oferecer apoio emergencial.

Esses centros se tornam pontos de coleta de alimentos, roupas, materiais de higiene e outros itens essenciais, além de servirem como abrigos temporários para aqueles que perderam suas casas. Através de campanhas de arrecadação, os CTGs não só fornecem ajuda material imediata, mas também um espaço de conforto e esperança, fortalecendo os laços comunitários em momentos de crise.

A dedicação dos voluntários dos CTGs exemplifica o espírito de união e solidariedade que é parte integral da identidade gaúcha, mostrando que, mesmo diante das adversidades, a comunidade se mantém firme e solidária. Aqui, em nossa cidade de Guaíba, não foi diferente!

Dom Barulho, se aqui estivesse, com certeza estaria ombreando com outros tantos para reestabelecer a vida das pessoas de forma digna e altiva.

Experiente e sabedor das coisas da gente, traria seus ensinamentos para o momento dizendo: “Pois bem, não podemos mudar o que houve, mas podemos mudar o que haverá. Haverá afeto para receber as pessoas, carinho para afaga-las, respeito para tratá-las e o mais importante, esforço para que elas tenham seus lares de volta. Nós tudo podemos, se juntos trabalharmos para que a mudança ocorra, somente a humildade, a união e a dedicação pode fazer a diferença em nossas vidas.”

E que a gente tenha folego para dar o máximo em prol do próximo.

 

                “que o maior presente entre as pessoas,                                                                                                                                        sejam a bondade e o amor fraterno!”

                                Mário Terres e Tainara Moraga

 

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