Repórter Guaibense

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026

Colunas/Geral

As nossas escolhas

Precisamos ter abertura para acolher o posicionamento do outro...

As nossas escolhas
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Todos aprendemos de alguma forma, nascemos para aprender. Isso faz parte do nosso desenvolvimento durante essa vida, nossa passagem terrena.

Com esse aprendizado, recebido de tantos meios, vamos formando nossa base para o viver e conviver. Formamos valores, caráter, qualidades, percebemos dificuldades, mas tudo em relação as nossas relações conosco e com o outro.

Parece confuso, não é? Trata-se de acumular dados (como um computador) e processar de acordo com nosso entendimento.

Leia Também:

Tendo entendimento, convencionamos as auto regras e a conduta como sociedade: Certo e errado, permitido e proibido, capaz e incapaz, fácil e difícil, entre tantos outros. Isso por vezes determina nossas ações, nossa percepção e nossas escolhas.

Sobre essas escolhas que vamos abordar na coluna de hoje.

Cada um carrega em si o poder do livre arbítrio, que é a liberdade de escolher seus caminhos, suas ações e fazer uso dele, de acordo com aquilo que aprendeu durante o tempo de vida e convivência com seus semelhantes.

Mas, há de se observar, às vezes podemos estar abrindo mão da nossa escolha, na intenção de agradar ou pelo receio que temos em relação ao outro. Estes podem ser: nossos pais, amigos, liderança da empresa, cônjuge, etc.

Abrir mão das nossas escolhas, a longo prazo, poderá nos trazer a sensação de não estarmos no caminho certo, perdidos dentro da gente mesmo. Ouvir as pessoas que são importantes para nós, é importante?

Sim!! É sim, porém nem sempre elas estão certas ou, por terem também suas limitações e crenças, podem não bem compreender a escolha e está tudo bem!

Precisamos ter abertura para acolher o posicionamento do outro e usar isso, como uma oportunidade de evoluir ainda mais.

Então, se perguntar: o que é realmente importante para mim? Essa escolha me aproxima da pessoa que eu desejo ser ou que eu gosto de ser?  A pausa para reflexão, nos traz um diálogo interno, ouvir a nós mesmo, ponderar para melhor decidir.

Certa vez estava dando ração pras vacas, no tambo de leite e Dom Barulho preparava-se para tirar leite das Jersey.

Esperei ele sentar no banquinho de trabalho, me aproximei devagar e com respeito interpelei o meu avô sobre ir tomar banho de açude escondido da mãe, se ele podia não contar e dizer que eu estava ajudando ele a tarde toda.

Como sempre ele usou toda a sua filosofia para me dar uma lição de bons costumes.

O velho levantou do banquinho, aproximou-se de mim e colocou a mão no meu ombro, perguntando:

Meu neto, tu gostas de tomar café com leite puro e fresquinho que teu avô tira todos os dias?

Respondi de supetão que sim, adorava aquele leite purinho dos cuidados do avô e que alimentava até a alma da gente.

Ele seguiu: Pois bem, se eu digo pra tua avó e pros teus pais que vou tirar leite e me vou pro açude tomar banho, estarei fazendo não uma, mas muitas coisas que não cabem em nossas vidas.

Primeiro estaria mentindo, coisa que não devemos fazer pra não ferir a confiança de ninguém muito menos a nossa.

Segundo estaria descumprindo com minhas obrigações e deixaria várias pessoas sofrerem algo que depende de mim. Veja as consequências vão aumentando.

Por último, estaria sendo uma péssima referência para minha família que vê em mim alguém responsável, trabalhador e que se preocupa em manter o bem-estar dela com trabalho honesto e valoroso.

Pronto, ouvi tudo aquilo e ao final falei pro meu avô: Desculpa vô e muito obrigado, as nossas escolhas refletem em nós mesmos e hoje aprendi mais uma lição.

Segui com boas referências de quem olha com altivez a vida, sorvendo a bondade que plantou no dia a dia.

FONTE/CRÉDITOS: Apoio Tainara Moraga
Comentários:
Mário e Tainara

Publicado por:

Mário e Tainara

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Veja também