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Domingo, 30 de Agosto de 2026

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As obras e seus ensinamentos

Paixão e Lessa foram a campo, buscar na essência da disseminação cultural (o ambiente social)...

As obras e seus ensinamentos
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Esses nomes, “João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes e Barbosa Lessa”, te dizem alguma coisa?

Pois bem, esses são os nomes daqueles que recolheram muitos dados, mobilizaram várias pessoas e atribuiram a história da nossa terra, a figura do Gaúcho, essa que a gente reverencia e segue.

Porém, Paixão Côrtes e Barbosa Lessa não são os únicos a dispenderem seu tempo e entregarem material que subsidie tudo o que temos como embasamento para consolidação de uma identidade, todo ato para formação do movimento tradicionalista gaúcho.

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A questão nem é essa, mas se a gente não conhece ao menos esses dois, talvez não tenha aprendido a buscar informações sobre esses assuntos, sobre essas coisas tão prazerosas que dão conta da nossa gente, sobre o início de tudo ou a formação do todo desse Rio Grande de São Pedro do Sul.

Antes de Paixão e Lessa houveram outros tantos, além de recolherem os dados de antigos escritores e pesquisadores, Paixão e Lessa foram a campo, buscar na essência da disseminação cultural (o ambiente social) os dados para compor suas pesquisas.

Foram anos dedicados a temas diversos que convergem para nossa gente mais primordial, estudos sobre aspectos sociais, sobre a formação da sociedade e da colonização, os costumes da gente antiga, as danças, as músicas, vestimentas, hábitos, enfim todo o contexto para nos deixar ensinamentos da nossa origem, nossa própria história pontuada no sul do mundo.

Apesar disso, os ensinamentos deles não permeiam nossa sociedade, principalmente de estudantes do ensino primário, onde forma-se o cidadão gaúcho.

As escolas devem ser fontes de irradiação da cultura gaúcha, num contexto básico e generalista, mas não cumpre esse papel.

Os ensinos de Paixão e Lessa, no caso do Paixão em particular, trazem cargas didáticas para o entendimento e valorização da etimologia, da sociedade, da identidade do gaúcho.

Não o gaúcho indivíduo que nasce no Rio Grande do Sul, mas aquele que ama sua terra, valoriza o seu passado e entende que do mate ao churrasco, tudo foram construções primitivas dessa terra.

Paixão contribui com danças de incontáveis temas, seu legado enche os palcos do Rio Grande do Sul com várias vertentes, temos o ENART, o FEGADAN o FNCG o FEGASERRA entre outros. Independente de qual seja essa vertente, é a mais pura valorização da nossa cultura, mas é uma parte apenas, não o todo.

Por isso precisamos ler, estudar, entender, discutir para aprimorar, permitir que cada um escolha sua vertente, mas valorizar cada uma delas.

Paixão buscou em Paris a história da moda, a origem das danças dos nobres salões, buscou na Alemanha a origem das sinfonias, dos músicos clássicos que tocavam nesses nobres salões e buscou no interior do Rio Grande do Sul os habitantes dos mais recônditos e pitorescos lugares para compor os antigos bailes campestres, os bailes de galpões, de campo a fora, os bailes de pé de cabra, de ramada.

Já ouviram sobre eles? Sabem do que se trata?

E a cultura litorânea, da gente açorita que trouxe os festejos do divino, dos reses, o maçambique, a cultura “tafoneira”.

Precisamos conhecer para discutir, para decidir se esse ou aqule, mas sem conhecer, qualquer conversa é pura divagação.

As obras foram escritas para nos trazerem os ensinamentos.

Os ensinamentos são para que valorizemos, cultivemos e sigamos dando continuidade ao processo de valorização do nosso povo, da nossa gente, do nosso rincão sulino, onde o quero quero cuida as coxilhas, as maçanilhas decoram os campos e as prendas lindas encantam que por aqui passa, o mate esquenta a alma e o laço garante o churrasco.

Aqui o abraço é apertado e o aperto de mão sincero, mas precisamos valorizar nossas origens, com toda a força do nosso ser.

 

 

 

                                 “Que o maior presente entre as pessoas,                                                                                                                                              sejam a bondade e o amor fraterno!”

                                        Mário Terres e Tainara Moraga

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