Sou fã da filosofia, ela tem tanto ensinamento em si, que não sei como podemos ignorar as coisas simples que ela nos transmite para o viver bem.
Se estudarmos as escolas filosóficas da antiguidade, veremos que o conhecimento não era entregue a toda e qualquer pessoa. Aquele que não tinha capacidade moral, não era digno do conhecimento. Estranho isso hoje em dia, não é? Alguns chamariam os filósofos de radicais, haveria movimento contra a filosofia, nossa, coitado de Sócrates, Epiteto, Aristóteles e seus asseclas.
Também haveriam os que buscariam seu lugar entre eles mantendo sua conduta ética e moral em altos padrões.
O mundo já não tem esses filósofos da antiguidade, afinal não são eternos os humanos, mas temos os filósofos da atualidade, que semeiam os ensinamentos filosóficos por onde andam e ainda temos muitas pessoas que buscam manter a ética e a moral em alta, para mudar o mundo a sua volta, para ascender aos salões filosóficos.
Diante desse texto inicial relatando a filosofia, trago a essência da fala que é o conhecimento. Conhecimento nos coloca em movimento e esse último traz sempre uma reação, afinal segundo Newton para toda ação existe uma reação.
Vejam os descobrimentos, independente do contexto de estratificação e captação de recursos de forma desordenada, o homem se aventurou a descobrir o mundo. Não haviam GPS, sonares, nem bússola nas primeiras navegações. Haviam teorias do mundo horizontal, de que a água era infinita e mortal.
Apesar de tantos argumentos de medo, teorias sem fundamentação expressas por homens que eram importantes e geralmente ouvidos pela grande massa, de toda e tanta dificuldade de empreender aventuras, sempre teve quem foi em frente e acreditou em seus sonhos, usando poucos recursos, mas muito conhecimento.
O Rio Grande é um desses casos de sucesso onde intrépidos desbravadores tiveram coragem de estabelecer povoação em terra tão selvagem. Francisco das Neves Alves e Luiz Henrique Torres escreveram em “Textos do Século XVIII Para o Estudo da Ocupação Lusitana No Brasil Meridional” sobre a descoberta da Barra de Rio Grande, relatando que em 1532 Pero Lopes de Souza navegou próximo a costa na busca de vestígios de uma embarcação que se perdeu da frota de Martin Afonso de Souza em busca do Rio da Prata.
Nossa terra era tão inóspita e as fronteiras tão instáveis, que só no século XVII começaram as incursões para povoar realmente o Rio Grande de São Pedro do Sul. Aliás o nome do santo foi adicionado pelo cartógrafo Gaspar Viegas, devido ao calendário eclesiástico dedicar a São Pedro o dia em que foi feita a primeira observação.
A ocupação e povoação ocorreu realmente com o Brigadeiro Silva Paes, que precisou de homens fortes, corajosos e valorosos para estabelecerem colônia, mas além de mantimentos, armamentos e outras quinquilharias, precisou de conhecimento.
Conhecimento militar para manter a posição, alguém com conhecimento médico para tratar os enfermos, conhecimento em agricultura para plantar o alimento, conhecimento indígena para interagir com os povos primitivos e manter o respeito e cooperação.
Então conhecimento é a pedra fundamental do desenvolvimento, talvez por isso os filósofos antigos se preocupassem tanto para quem entrega-lo.
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