Repórter Guaibense

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026

Colunas/Geral

Conhecimento em movimento

Sempre teve quem foi em frente e acreditou em seus sonhos...

Conhecimento em movimento
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Sou fã da filosofia, ela tem tanto ensinamento em si, que não sei como podemos ignorar as coisas simples que ela nos transmite para o viver bem.

Se estudarmos as escolas filosóficas da antiguidade, veremos que o conhecimento não era entregue a toda e qualquer pessoa. Aquele que não tinha capacidade moral, não era digno do conhecimento. Estranho isso hoje em dia, não é? Alguns chamariam os filósofos de radicais, haveria movimento contra a filosofia, nossa, coitado de Sócrates, Epiteto, Aristóteles e seus asseclas.

Também haveriam os que buscariam seu lugar entre eles mantendo sua conduta ética e moral em altos padrões.

Leia Também:

O mundo já não tem esses filósofos da antiguidade, afinal não são eternos os humanos, mas temos os filósofos da atualidade, que semeiam os ensinamentos filosóficos por onde andam e ainda temos muitas pessoas que buscam manter a ética e a moral em alta, para mudar o mundo a sua volta, para ascender aos salões filosóficos.

Diante desse texto inicial relatando a filosofia, trago a essência da fala que é o conhecimento. Conhecimento nos coloca em movimento e esse último traz sempre uma reação, afinal segundo Newton para toda ação existe uma reação.

Vejam os descobrimentos, independente do contexto de estratificação e captação de recursos de forma desordenada, o homem se aventurou a descobrir o mundo. Não haviam GPS, sonares, nem bússola nas primeiras navegações. Haviam teorias do mundo horizontal, de que a água era infinita e mortal.

Apesar de tantos argumentos de medo, teorias sem fundamentação expressas por homens que eram importantes e geralmente ouvidos pela grande massa, de toda e tanta dificuldade de empreender aventuras, sempre teve quem foi em frente e acreditou em seus sonhos, usando poucos recursos, mas muito conhecimento.

O Rio Grande é um desses casos de sucesso onde intrépidos desbravadores tiveram coragem de estabelecer povoação em terra tão selvagem. Francisco das Neves Alves e Luiz Henrique Torres escreveram em “Textos do Século XVIII Para o Estudo da Ocupação Lusitana No Brasil Meridional” sobre a descoberta da Barra de Rio Grande, relatando que em 1532 Pero Lopes de Souza navegou próximo a costa na busca de vestígios de uma embarcação que se perdeu da frota de Martin Afonso de Souza em busca do Rio da Prata.

Nossa terra era tão inóspita e as fronteiras tão instáveis, que só no século XVII começaram as incursões para povoar realmente o Rio Grande de São Pedro do Sul. Aliás o nome do santo foi adicionado pelo cartógrafo Gaspar Viegas, devido ao calendário eclesiástico dedicar a São Pedro o dia em que foi feita a primeira observação.

A ocupação e povoação ocorreu realmente com o Brigadeiro Silva Paes, que precisou de homens fortes, corajosos e valorosos para estabelecerem colônia, mas além de mantimentos, armamentos e outras quinquilharias, precisou de conhecimento.

Conhecimento militar para manter a posição, alguém com conhecimento médico para tratar os enfermos, conhecimento em agricultura para plantar o alimento, conhecimento indígena para interagir com os povos primitivos e manter o respeito e cooperação.

Então conhecimento é a pedra fundamental do desenvolvimento, talvez por isso os filósofos antigos se preocupassem tanto para quem entrega-lo.

Comentários:
Mário e Tainara

Publicado por:

Mário e Tainara

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Veja também