Algumas vezes me vejo nostálgico, deve ser o passado rondando minha mente como uma alma penada que insiste em me assombrar.
Os conselhos de Dom Barulho, as delícias da Vó Judith ainda são lembranças vivas e intactas na memória e na boca.
Outro dia vi um vídeo da campanha contra a agressão feminina, o machismo exacerbado que ainda escorre nas veias da sociedade, lembrei de histórias, do passado da construção desse Estado e de tantos pontos de interrogação que carrego e que peço permiso para dividir com os leitores.
Mulheres são a própria essência da vida, foram desde o princípio dos tempos, mesmo tendo a primazia de garantir a transcendência, gerarem proles, foram legadas ao papel de permanecerem à margem da sociedade. Essas mulheres auspiciosas, em sua maioria interagiu de forma inteligente, sem imporem suas ideias, mas indicarem os caminhos.
Na história do mundo as mulheres sempre tiveram participação importantes, mesmo que a história não desse o devido registro.
Vou me desafiar a trazer, na próxima coluna, uma lista com um resumo histórico das mulheres de participação relevante na história do mundo.
Voltado ao rumo dos fatos, a sociedade chamada “machista” sempre tentou suprimir as mulheres de sua participação ativa em todas as áreas, hoje ainda temos resquícios fortes dessa imposição sobre a sociedade mundial, mais velada é claro, mas no subconsciente ainda carregamos vestígios.
Das mulheres que todos conhecem, a mãe é a primeira da lista, afinal, dela vem a vida que recebemos como dádiva. Elas na maioria das vezes, são seres ternos e afetuosos, que se entregam para alimentarem as suas crias, o carinho do seu coração para acalentar sua semente e a força dos seus braços para proteger seu anjo. Cada uma destas, entregam o que têm de melhor, para vivenciar este papel de ser mãe.
No nosso Sul a história conta que o Estado nasceu de um presídio que virou forte, que trouxe a vila e gerou a cidade, tudo isso não se faz só com homens, ou todos acham que foram apenas homens que povoaram Rio Grande de São Pedro do Sul?
Elas estão lado a lado com os homens, de mãos na enxada, no serrote, nas rédeas do arado ou da carreta, na boca do fogão, cuidando das roupas, estimando os filhos, alimentando os animais, ensinando e aprendendo.
Não há como explicar o aumento demográfico nem alguma ação que envolva o desenvolvimento social, econômico, histórico sem que as mulheres estejam no contexto, mesmo que os alfarrábios tenham esquecido de contar.
O futuro não olha pra trás, ou quer esquecer, ou nem quer lembrar que as mulheres sempre estiveram ali, na paz, na guerra, no trabalho, na escola, nos hospitais, elas sempre se fizeram presente, mesmo que não lembremos, elas sempre estiveram ali.
Então, enquanto faço esta reflexão me pergunto: Porque ainda assim, há coragem de agir com tanta agressividade frente a este ser, chamado: mulher?! De onde vem, este sentimento de poder em relação ao outro?
A de se permitir, parar, olhar sobre as atitudes que cada um de nós temos. Afinal, agressividade não é somente física, mas também, emocional. Palavras nos trazem alento, porém também trazem dor, feridas, que por vezes nem o tempo são capazes de cicatrizar.
Que sejamos hábeis de aceitar o outro como ele é, independente de gênero! Tenhamos afeto e acolhimento, como seres sociais, que somos! Só que para demonstrarmos amor ao outro, precisamos primeiro sermos capazes de amarmos a si mesmo, para então, demonstrar afeto ao próximo.
O ser mulher, é ser várias em uma só. É renascer constantemente, é saber se reinventar e se transformar após cada situação adversa. É ser sinônimo de luta, de garra e imensidão!
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