Repórter Guaibense

Sabado, 23 de Maio de 2026

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Nossas ações são sempre impactantes

A natureza vem dando esses indícios de sofrimento e dor, notícias de vários lugares do mundo, e não precisamos ir muito longe

Nossas ações são sempre impactantes
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Isaac Newton nos ensinou que: “Para toda ação, há sempre uma reação oposta”.

O mundo nos ensina que para toda ação há sempre reações distintas, mas impactantes, afinal Newton relatava estudos matemáticos voltados a física, estabelecendo leis e conceitos para assuntos ainda desconhecidos.

Nossa segunda afirmação, vem do conhecimento geral, da vivência, do discorrer das horas, na variante infinita do tempo.

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Quem teve a oportunidade de conviver com personagens pitorescos e curiosos, de grande coração e conhecimento como Dom Barulho, vai entender o transcurso de nossa narrativa.

Ele acordava sempre cedito, deixava a Dona Judith ainda no leito adormecida e ia para o terreiro. Atirava um punhado de milho às galinhas, cotava um pasto pro pingo, batia o coxo de ração para as tambeiras e vinha de retorno com uma braçada de lenha para o fogão.

No ranchito simples, de piso bruto na entrada, o fogão era um sentinela sempre pronto pro trabalho, não cessava nunca, de verão a verão, sempre cozinhando de tudo.

Dom Barulho colocava mais uma tora de maricá, enchia a chaleira de água e buscava a erva na tulha para encher a cuia e sorver mais da infusão primitiva.

O mate pela manhã era sagrado, aliás, aprendi a matear e olhar o mundo com esse filósofo grotesco do campo.

Ao matear ele dizia que podia observar o mundo. Sempre via ele olhando para o nada, mas ele de repente vinha com um ensinamento.

Outro dia lembrei da floração dos maricás. Explico: Numa dessas mateadas em que eu o acompanhava, andávamos pelo terreiro e ele olhando ao léu disse que o inverno seria rigoroso, para me preparar pro frio que seria de “quebrar grama branca com os tamancos”. Ficava perplexo e perguntava como ele sabia se o verão nem tinha acabado.

Largava debochado e risonho: A natureza nos ensina, basta observarmos e aprender com ela. Se os maricás florescem antes de fevereiro, o inverno vem forte e certeiro.

Assim ele fazia com os passarinhos, as nuvens, o berro do gado, a cavalhada retouçando, era um fenômeno esse Dom Barulho.

Conforme o tempo passou e a gente envelheceu, ele outro dia reclamou que já não se podia confiar nas previsões, porque a natureza andava perdida em si mesmo.

Como pode ser? Fiquei perplexo e ele trouxe à baila, que de tanto a gente agredi-la, ela andava perdida. Os pássaros já não tinham árvores para os ninhos e a procriação, os graxaim buscavam nos lixos a comida que faltava no mato e até os quero-queros já não gritavam com o mesmo vigor pelos campos.

O que estamos fazendo diante de tudo isso? O olhar atento de Dom Barulho, que também é uma forma de nos comunicarmos, fazia com que soubesse há quantas andávamos entre as estações e assim, tantas outras coisas ao nosso redor acontece e não percebemos.

A natureza vem dando esses indícios de sofrimento e dor, notícias de vários lugares do mundo, e não precisamos ir muito longe, a pouco passamos por aqui (Guaíba-RS), um triste episódio.

Assim como a natureza, o humano passa por suas dores, que deixam cicatrizes e estamos conseguindo ter este olhar atento? Nem sempre! Como a natureza demonstra a estiagem, a floração, período de plantação e colheita, nós também! 

Se plantamos o bem, objetivos, valores e acolhimento, teremos uma colheita na passagem dessa vida, bem interessante! Fica então, um legado. Porém, nem sempre é assim e no caminho temos também períodos de estiagem e é neste momento que o olhar atento com o outro e conosco, que poderá fazer a diferença, é um pedido de ajuda, assim como na natureza.

Que possamos ter a sabedoria do olhar observador de Dom Barulho!

 

 

                            “Que o maior presente entre as pessoas,                                                                                                                                          sejam a bondade e o amor fraterno!”

                                      Mário Terres e Tainara Moraga 

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