Repórter Guaibense

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026

Colunas/Geral

O Anti Êxodo Verde

O setor primário alimenta as cidades, sofre com o descaso e o êxodo, mas hoje quero contar-lhes...

O Anti Êxodo Verde
IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Hoje algo diferente, que não fala de tragédia, de pandemia, não reclama da falta de apoio, tampouco esboça rugas por alguma negatividade.

O Sul começou no campo, aliás o mundo começou no campo...

O campo produz alimento, seja para alimentar o povo ou pra alimentar o alimento do povo, o campo trouxe o legado da humanidade, por isso chamamos de setor primeiro ou primário.

Leia Também:

Temos fortemente ligado a construção do nosso estado a agricultura e a pecuária, esse segundo seguimento está diretamente ligado aos donos dessa terra, enraizado desde os tempos dos aborígenes charruas que dominavam as planuras mais ao sul e traziam consigo as técnicas de domesticar cavalos e utilizá-los para caçar gado alçado.

Infelizmente com a matança desses primitivos habitantes dessa terra, por espanhóis e portugueses conquistadores e, como não dominavam a arte da escrita, não há senão relatos de autores que conviveram ou conheceram esses destemidos indômitos. Citamos Borges Fortes que relata em seus livros “Troncos Seculares” e Rio Grande de São Pedro – Povoamento e Conquista” a maestria com que os Charruas andavam montados em seus cavalos e atiravam suas boleadoras para capturar gado alçado.

Vestido com seus chiripas primitivos e montados em pelo, aventuravam-se entre os campos e varzedos para garantir o sustento das famílias pela carne e a vestimenta pelo couro dos animais capturados.

Voltando ao setor primário, temos a agricultura em ênfase nessa matéria para contar a história antagônica ao normalmente escutado entre o meio rural.

É o êxodo ao contrário, se é que existe isso, que traz da cidade para o campo um casal jovem em busca do sustento justo e honesto.

Vamos aprofundar o tema, mas antes definir para linearizar o contexto.

O prefixo agro tem origem no verbete latino agru que significa "terra cultivada ou cultivável". A palavra "agricultura" vem do latim agricultúra, composta por ager (campo, território) e cultúra (cultivo), no sentido estrito de cultivo do solo.

Os fatos: Leonardo morava e estudava em Novo Hamburgo, guri de cidade, trabalhava no shopping center. Conheceu a Larissa, guria de Guaíba, gente fina, bonita e do campo, filha de agricultores, conhecedora do assunto pois trouxe a carga de conhecimento da família. As boleadoras dos charruas arrebataram esses corações e, no emaranhado do destino, decidiram morar juntos no sítio dos pais da Larissa. A terra inspirou o casal que decidiu construir sua vida junto à terra, compartilhando da beleza da natureza usando a agricultura familiar como modo de sustento. Mas não era só isso...

Plantar tem seus segredos, cultivar suas dificuldades, mas e onde encontrar o “diferencial”, se a agricultura, por mais que mal custeada e mal tratada pelas autoridades (in)competentes, massacrada pelos intermediários, chega até a mesa dos consumidores.

E o sabor? A qualidade? O trato?

Era com isso que o jovem casal se preocupava, além de, cultivar, tirar o sustento, prezar pela qualidade do alimento que habitaria a mesa de seus futuros clientes, semearam com todo o carinho e entrega para que os sonhos e a terra lhe dessem o cio mais animador e gratificante de todos.

Surge então o agronegócio batizado Raiz Livre, onde todos os alimentos são produzidos sem aditivos químicos, sem nenhum agrotóxico, alimentos com suas raízes livres dos malefícios de agrotóxicos e aditivos químicos, tudo fomentado de forma natural e orgânica.

Assim desconfigura-se uma das histórias de êxodo rural, fazendo o urbano voltar-se pra o campo, o metropolitano pôr a mão na terra e alimentar a mesa de muitas famílias com o sumo da terra.

A terra que alimenta a vida, engorda o boi que engorda as cidades. Terra que assenta o povo e dá a ele condições de ser e exercer o direito de povo.

Por isso creio que tudo onde se prioriza o bem, a bondade, a energia boa de tratar a terra, os frutos dessa terra com respeito, carinho e afeto, sempre tem o resultado na mesma energia.

O Rio Grande do Sul se fez grande pelo amor a terra, pelos pastos verdejantes, pelo engorde dos bois, pela carne salgada das charqueadas e pela agricultura diversa, abundante e promissora.

Somos filhos da terra e a ela devemos respeito e generosidade. Parabéns Leonardo e Larissa pelo empreendedorismo e responsabilidade, Guaíba deve se orgulhar dos seus filhos. Vida longa à Raiz Livre!

Quem se interessar busque nas plataformas digitais do Instagram e Facebook e apoiem a Larissa e o Leonardo a manterem viva a seiva da raiz livre do amor pelo sumo que a vida entrega através da terra.

Salve os que cuidam da terra para que ela frutifique e alimente o mundo!

Comentários:
Mário e Tainara

Publicado por:

Mário e Tainara

Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry's standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book.

Saiba Mais

Veja também