Hoje algo diferente, que não fala de tragédia, de pandemia, não reclama da falta de apoio, tampouco esboça rugas por alguma negatividade.
O Sul começou no campo, aliás o mundo começou no campo...
O campo produz alimento, seja para alimentar o povo ou pra alimentar o alimento do povo, o campo trouxe o legado da humanidade, por isso chamamos de setor primeiro ou primário.
Temos fortemente ligado a construção do nosso estado a agricultura e a pecuária, esse segundo seguimento está diretamente ligado aos donos dessa terra, enraizado desde os tempos dos aborígenes charruas que dominavam as planuras mais ao sul e traziam consigo as técnicas de domesticar cavalos e utilizá-los para caçar gado alçado.
Infelizmente com a matança desses primitivos habitantes dessa terra, por espanhóis e portugueses conquistadores e, como não dominavam a arte da escrita, não há senão relatos de autores que conviveram ou conheceram esses destemidos indômitos. Citamos Borges Fortes que relata em seus livros “Troncos Seculares” e Rio Grande de São Pedro – Povoamento e Conquista” a maestria com que os Charruas andavam montados em seus cavalos e atiravam suas boleadoras para capturar gado alçado.
Vestido com seus chiripas primitivos e montados em pelo, aventuravam-se entre os campos e varzedos para garantir o sustento das famílias pela carne e a vestimenta pelo couro dos animais capturados.
Voltando ao setor primário, temos a agricultura em ênfase nessa matéria para contar a história antagônica ao normalmente escutado entre o meio rural.
É o êxodo ao contrário, se é que existe isso, que traz da cidade para o campo um casal jovem em busca do sustento justo e honesto.
Vamos aprofundar o tema, mas antes definir para linearizar o contexto.
O prefixo agro tem origem no verbete latino agru que significa "terra cultivada ou cultivável". A palavra "agricultura" vem do latim agricultúra, composta por ager (campo, território) e cultúra (cultivo), no sentido estrito de cultivo do solo.
Os fatos: Leonardo morava e estudava em Novo Hamburgo, guri de cidade, trabalhava no shopping center. Conheceu a Larissa, guria de Guaíba, gente fina, bonita e do campo, filha de agricultores, conhecedora do assunto pois trouxe a carga de conhecimento da família. As boleadoras dos charruas arrebataram esses corações e, no emaranhado do destino, decidiram morar juntos no sítio dos pais da Larissa. A terra inspirou o casal que decidiu construir sua vida junto à terra, compartilhando da beleza da natureza usando a agricultura familiar como modo de sustento. Mas não era só isso...
Plantar tem seus segredos, cultivar suas dificuldades, mas e onde encontrar o “diferencial”, se a agricultura, por mais que mal custeada e mal tratada pelas autoridades (in)competentes, massacrada pelos intermediários, chega até a mesa dos consumidores.
E o sabor? A qualidade? O trato?
Era com isso que o jovem casal se preocupava, além de, cultivar, tirar o sustento, prezar pela qualidade do alimento que habitaria a mesa de seus futuros clientes, semearam com todo o carinho e entrega para que os sonhos e a terra lhe dessem o cio mais animador e gratificante de todos.
Surge então o agronegócio batizado Raiz Livre, onde todos os alimentos são produzidos sem aditivos químicos, sem nenhum agrotóxico, alimentos com suas raízes livres dos malefícios de agrotóxicos e aditivos químicos, tudo fomentado de forma natural e orgânica.
Assim desconfigura-se uma das histórias de êxodo rural, fazendo o urbano voltar-se pra o campo, o metropolitano pôr a mão na terra e alimentar a mesa de muitas famílias com o sumo da terra.
A terra que alimenta a vida, engorda o boi que engorda as cidades. Terra que assenta o povo e dá a ele condições de ser e exercer o direito de povo.
Por isso creio que tudo onde se prioriza o bem, a bondade, a energia boa de tratar a terra, os frutos dessa terra com respeito, carinho e afeto, sempre tem o resultado na mesma energia.
O Rio Grande do Sul se fez grande pelo amor a terra, pelos pastos verdejantes, pelo engorde dos bois, pela carne salgada das charqueadas e pela agricultura diversa, abundante e promissora.
Somos filhos da terra e a ela devemos respeito e generosidade. Parabéns Leonardo e Larissa pelo empreendedorismo e responsabilidade, Guaíba deve se orgulhar dos seus filhos. Vida longa à Raiz Livre!
Quem se interessar busque nas plataformas digitais do Instagram e Facebook e apoiem a Larissa e o Leonardo a manterem viva a seiva da raiz livre do amor pelo sumo que a vida entrega através da terra.
Salve os que cuidam da terra para que ela frutifique e alimente o mundo!
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