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Quinta-feira, 16 de Julho de 2026

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O Enem está em xeque

O desafio de conciliar estudos na desigualdade

O Enem está em xeque
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O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma prova criada em 1998, realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (INEP), autarquia vinculada ao Ministério da Educação e Cultura (MEC). Foi criado inicialmente com o objetivo de avaliar a qualidade do Ensino Médio no país.

Atualmente, transformou-se em uma das maiores formas de acesso as universidades públicas e a bolsas integrais ou parciais para as universidades particulares. Isto se dá através de programas como o Sistema de Seleção Unificada (SISU), Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Novo FIES) e o Programa Universidade Para Todos (Pro Uni). Muitas universidades particulares aceitam a nota do ENEM como forma direta de ingresso.

Este ano, o exame tem o maior desafio de sua história com a pandemia do coronavírus. Apresenta duas versões de prova: a escrita (tradicional) que será aplicada em dois domingos (1º e 8 de novembro) e a digital (22 e 29 de novembro). A estrutura será a mesma: quatro provas de 45 questões objetivas cada, além da redação. Segundo o MEC, até dia 15 de maio já havia mais de três milhões de inscritos na versão tradicional e cem mil na versão digital. Ao custo de R$85,00 a inscrição, para cada candidato. Também existe a opção de isenção de inscrição segundo regras do edital.

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O ponto mais sensível para a aplicação do Enem, este ano, é o cancelamento das aulas presenciais nas escolas, tanto públicas quanto privadas. A maioria das redes de ensino está trabalhando com aulas remotas (online), utilizando-se das mais diferentes estratégias para tanto.

Porém, a grande questão, é o reflexo das desigualdades de condições de estudo dos nossos estudantes. Pois é sabido que a maioria não tem acesso às tecnologias como internet de banda larga, computadores, impressoras; às condições físicas ideais como ambiente silencioso e organizado, alimentação adequada, entre outros fatores, o que torna extremamente desigual a aprendizagem dos educandos.

Há diversas manifestações das mais diferentes entidades ligadas a educação, solicitando o adiamento das provas devido à situação sem precedentes que estamos vivendo na educação brasileira. Porém, até o momento, não há por parte do MEC e INEP qualquer previsão de ação neste sentido.

Existem algumas iniciativas de governos estaduais, como aulas pela televisão e/ou rádio e acesso gratuito a internet. Exemplo é o próprio Rio Grande do Sul que iniciou, em 18 de maio, o Projeto “Pró ENEM SEDUC RS” pela TVE e Youtube, apresentando quatro horas de vídeo aulas (exceto finais de semana) ministradas por professores da própria rede, com grade de disciplinas diárias. Não é o ideal, mas é o possível para o momento.

Cito aqui Anísio Teixeira que diz “Educar é crescer. E crescer é viver. Educação é, assim, vida no sentido mais autêntico da palavra”.

FONTE/CRÉDITOS: Imagem: Cameron/pexels.com
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Carmen Almeida

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Carmen Almeida

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