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Domingo, 30 de Agosto de 2026

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Os bens

Porque nós, seremos humanos, somos diversos e lidamos com a mesma situação de diferentes formas...

Os bens
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Na sociedade que se formou, desde o nascimento deste Estado, um Estado relativamente novo, pujante e cheio de histórias, aprendemos sobre os bens e suas beneficies.

Por determinação dos tempos, da caminhada do homem em sociedade, os bens materiais aparentemente (podemos ter uma visão turva, mas resolvemos expressar nosso sentimento) parecem terem uma atratividade maior do que os bens morais.

E o que são bens materiais e bens morais?

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Bens materiais são aqueles que chamamos “de consumo”, afinal somos muito bons em consumismo, são alguns itens que custam dinheiro e aparentam trazer-nos algum prazer.

Porém, poderá tratar-se de uma falsa sensação ou sensação imediata de realização.

O consumo pode ser cortina de fumaça para preenchermos um vazio existencial! Mas que vazio seria esse? Aí, nos vale pararmos e olharmos para nós mesmo, para compreendermos qual o sentido deste comportamento? Eu realmente quero ou preciso deste item ou estou mais voltado para que os outros possam achar de mim, a partir do que tenho? Sinto um desconforto emocional e para me confortar e me afastar desta sensação, uso o recurso da compra como uma possível saída.

Bem, sem dúvidas há muitas possibilidades, porque nós, seremos humanos, somos diversos e lidamos com a mesma situação de diferentes formas de uma pessoa para a outra.

Por vezes somos até medidos por isso, pelas posses, pelo estilo, pela condição, enfim, crescemos em uma sociedade que associa aparência e depois verifica o resto.

Antigamente, os filósofos abriam as portas de suas escolas, apenas para homens de bom caráter, entendendo que conhecimento era uma riqueza que não podia ser entregue a qualquer pessoa.

Buscando conduzir os leitores conjuntamente em nossos pensamentos, convidamos você a fazerem uma autorreflexão.

Pensem que estão colocando à venda um bem e que aparecem dois tipos para comprar, um cidadão de bom traje, apessoado, perfumado e alinhado, outro mais simples, com trajes desgastados, sapatos antigos, nem tão alinhado.

A escolha se dará por qual dos descritos anteriormente?

Geralmente pelo primeiro, mas e se tudo o que ele representa for meramente exterior, se internamente ele não tiver pudor, respeito, compromisso, lealdade, o que poderia ocorrer?

Pois bem, esses são alguns dos bens morais que precisamos buscar nas pessoas.

Existem pessoas que são paupérrimas de bens materiais, mas muito mais rica em bens morais que o mais nobre milionário.

Como valorizar isso em uma sociedade que olha para marcas, conceitos e julga por aparência mais que pela conduta?

Como resgatar esses valores tão essenciais para a construção de uma sociedade fraterna e bondosa?

Nós como integrantes tradicionalistas, podemos ser multiplicadores dessa fraternidade, olhar generoso e gentil uns com os outros.

Vamos usar as indumentárias como exemplo!! Nossos trajes, são variados, assim como a variedade de tecidos, aviamentos, etc. Porém, a beleza de tudo isso, está no interior de cada integrante, dos valores e propósitos claros de cada entidade, da alegria e espontaneidade de cada grupo de dança demonstra na divulgação da sua arte e da cultura gaúcha!

Que sejamos autênticos e nunca esquecendo dos itens da Carta de Princípios, escrita por Barbosa Lessa.

Dom Barulho já ensinava os seus: “Na simplicidade do galpão, na rudeza de um peão se aprende mais da vida, por vezes que na casa grande. A simplicidade carrega a pureza e a verdade, enquanto a riqueza esconde mágoas e interesses. Sê simples e puro, receberás a riqueza da alma e do espírito, e essa é pra todo o sempre. ”

Se lavo nosso avô!

 

                               “Que o maior presente entre as pessoas,                                                                                                                                            sejam a bondade e o amor fraterno!”

                                           Mário Terres e Tainara Moraga

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