Buenas caríssimos leitores!
Estamos em mais um ano de coluna, afiados e afinados, Tainara e Mário carregados de boa energia para trazer assuntos variados e receber seus comentários que sempre engrandecem nossos conteúdos.
Nessa feita, vamos falar dos CTGs, os Centros de Tradições Gaúchas, templos de fomento e revigorar a cultura tradicional, resgate da história e desenvolvimento da arte, em suas mais diversas formas de manifestação e modalidades.
Os CTGs, que devem ser a Casa do Gauchismo, transfere ensinamentos para seus participantes, principalmente seus associados, em forma de dança, arte declamatória, música, poesia, canções interpretadas por prendas e peões, aprendem da lida e da arte campeira, com tiros de laço, como encilhar, preparar assados, cevar e sorver um bom chimarrão, os esportes como bocha, tava, bocha 48, tetarfe e jogo do solo, o CTG é um baluarte de nossa história mais rural, a essência da formação social do Rio Grande do Sul .
Pois bem, para que tudo isso se mantenha, lembrando que ainda para se manterem de pé e em ordem, os CTGs precisam pagar mensalmente seus impostos, fazerem suas manutenções, limpezas e dar o mínimo de dignidade as suas estruturas. E para isso, a pergunta: de onde angariar dinheiro?
Geralmente, ou antigamente, os alicerces das entidades eram os sócios, CTGs de grande massa chegaram a ter em média, mais de mil sócios e esses associados, com suas mensalidades em dia, garantiam a continuidade das entidades, pagando as despesas e por vezes, conseguindo criar um saldo positivo para aplicar em melhorias.
Hoje o que acontece é que a maioria dos CTGs tem um quadro de sócios cada vez mais reduzido, seus caixas sofrem e precisam mover montanhas para quitar suas obrigações mensais.
Imaginem na pandemia, onde os CTGs não conseguiam mobilizar sua comunidade para apoiar em eventos, tiveram que se reinventarem para se manterem de pé.
Que fenômeno é esse?
Por que essa debandada de pessoas apoiando essas entidades que só fazem o bem para crianças, jovens e adultos, entregando o sentimento de regionalismo, de apego as suas raízes mais profundas e gratidão pelo legado deixado pelos antepassados, construtores de um estado e de uma identidade?
Onde está se dando esta distância das pessoas? Afinal, é um comportamento que já vinha acontecendo antes mesmo da pandemia. É claro que, hoje, temos muitas opções de entretenimento etc., que podem influenciar também, gerando um plural de coisas que podem serem feitas.
Também temos rotinas com muitas atividades e será que estamos deixando de lado o lazer? Deixamos o convívio em sociedade e ficamos presos a telas? E talvez oferecendo somente este recurso aos filhos?
Esta pode ser uma das perspectivas, diante de tantas outras que não foram mencionadas aqui. E os líderes do movimento tradicionalista, de modo geral, quais ações tem realizado para que a comunidade volte a fazer parte de forma ativa dos CTGs?
Talvez neste momento, são mais perguntas do que respostas!
E é isso mesmo, está tudo bem! Afinal é começo de ano e traz a sensação de renovação, planejamento, possibilidades! Deixamos aqui a nossa reflexão e temos agora mais de 300 dias de chance de fazermos a diferença pelos Centro de Tradições Gaúchas.
“Que o maior presente entre as pessoas, sejam a bondade e o amor fraterno!”
Mário Terres e Tainara Moraga
Comentários: