Repórter Guaibense

Segunda-feira, 01 de Junho de 2026

Colunas/Geral

Palhaça com "P" maiúsculo

O amor em meio a leveza e o caos

Palhaça com
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Um dos propósitos dessa coluna é dar visibilidade aos nossos trabalhadores da Cultura e entender um pouco mais sobre o seu trabalho, sua personalidade, os desdobramentos de sua Arte e sua contribuição para nossa cidade.  

A convidada dessa semana é Jaqueline Iepsen. 

Artista com pesquisa voltada ao desenvolvimento de técnicas relacionadas a arte da palhaçaria. 

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Que tal conhecer um pouco mais sobre a rotina de trabalho de uma Palhaça? 

Nesta entrevista, realizada por e-mail e transcrita em sua íntegra, tive a oportunidade de perguntar coisas que eu sempre tive curiosidade. 

As respostas são muito interessantes e eu tenho certeza de que vocês também vão se surpreender. 

Drone Cultural – Primeiramente, muito obrigado por aceitar o meu convite. Venho acompanhando o seu trabalho há algum tempo, porém, mesmo assim, pensando nos nossos leitores que possam ainda não te conhecer, vou te pedir que nos conte um pouco da tua trajetória e sobre como a palhaçaria entrou na tua vida?  

Jaqueline Iepsen - A palhaçaria entrou na minha vida pelo Teatro. Em 1994 me inscrevi nas Oficinas de Teatro da Descentralização da Cultura em Porto Alegre, onde participei durante três anos seguidos. Minhas primeiras referências e que continuam sendo até hoje foram meus professores Tatiana Cardoso e Carlos Modinguer (atualmente os dois são professores na UERGS). 

Mas fui entender que eu era palhaça muito tempo depois. Antes de entrar em cursos e oficinas de palhaçaria, muita coisa aconteceu... 

Eu cheguei a ser um palhaço, se chamava Fedor!! Na época (década de 90) já existiam algumas palhaças mulheres no mundo, mas eu não conhecia, e achava que tinha que ser um palhaço homem, não que uma mulher não possa fazer um palhaço, se assim ela quiser, mas para mim não existia outra opção... o Fedor começou em festinhas de aniversários caseiras, de familiares, mais tarde formando duplas com minhas irmãs e depois com meu amigo ator Gil Colares. Montamos uma encenação, éramos o Fedor e o Amarildo. Apresentamos em escolas e empresas, tudo muito na cara e na coragem, sem muito conhecimento. Nessa época, baseada no que aprendi nas oficinas de teatro, eu já dava aulas como voluntária na igreja luterana, através de um projeto da Ulbra. 

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Entretanto, eu ainda achava que eu nunca poderia ser artista de fato, trabalhar e viver disso... para mim a arte era inalcançável...algo muito longe, ninguém da família ou da minha convivência trabalhava de fato com arte. O meu conhecimento era mais empírico: observando as pessoas rirem de mim, e o meu pai que sempre foi muito comediante. 

Eu amava quando as pessoas riam de mim, era o meu momento... já que eu não era boa em outras coisas! Mas esse riso vinha também quando eu era eu mesma, e não somente quando me “vestia de palhaço”, foi quando começou a “cair a ficha”, eu precisava entender melhor da função de ser “palhaça” e encontrar a minha palhaça pessoal, e desvincular de um “personagem”!!! 

Comecei a fazer oficinas e cursos específicos para palhaços, mas quando meu tempo permitia, pois continuava trabalhando em outras áreas, fui mecânica, trabalhei com Educação Ambiental, ainda não enxergava a Palhaçaria como um ofício, um trabalho. 

Assistir ao documentário dos Doutores da Alegria, lançado em 2006, foi um grande divisor de águas, eu pensei: “queria tanto fazer isso um dia”, mas continuava achando que era tudo muito distante de mim... 

Em 2015 conheci a atriz e palhaça Melissa Dornelles. Em 2016, a turma que participou de um curso com a Melissa formou o NIC Núcleo de Investigação Clownesca, coordenado e conduzido por ela. Foi com a Mel e com minhas parceiras e parceiros do NIC que comecei a encarar este ofício de forma mais profunda e séria, e pensar pela primeira vez em me profissionalizar. Foi quando nasceu a Assuntina. 

A decisão de encarar a palhaçaria como uma missão de vida, aconteceu no final de 2016, eu já tinha completado 40 voltas ao redor do sol. Já estava na ONG Esquadrão da Alegria, como voluntária atuando em hospitais, onde ainda atuo. E fazer 40 anos pra mim foi decisivo, eu pensei; “se não for agora, quando será?” Estava difícil conciliar trabalho formal com a dedicação à palhaçaria. 

E assim foi, com o amoroso incentivo da família, sai da empresa em que trabalhei por 15 anos (de um trabalho que amava!), com carteira assinada e garantia de salário mensal, para me jogar em algo que eu já não conseguia mais viver sem... 

DC - O que é "ser" palhaço? O que mais te encanta nessa Arte? 

Jaqueline - De todos os conceitos e frases que já ouvi a respeito do que é ser palhaço, pra mim a que mais define e mais faz sentido é “ser palhaço é parodiar a humanidade” ... 

Para ser palhaço é preciso conhecer a humanidade, saber no que pensam, o que sentem, entender suas amarguras, seus desencontros, isso para mim é o que mais encanta! As pessoas riem, se emocionam e passam a refletir sobre suas próprias vidas, quando se reconhecem nas desventuras e trapalhadas de um palhaço. 

DC - Do ponto de vista artístico, qual é o maior desafio para quem resolve desenvolver a pesquisa dentro dessa linguagem? 

Jaqueline - São muitos os desafios, e para cada um que resolve mergulhar nesse universo, eles podem ser diferentes, mas para mim o maior deles é o autoconhecimento ... é encontrar a minha maneira própria de ser palhaça. 

 DC - E do ponto de vista do Mercado de trabalho? Quais são os maiores obstáculos encontrados e quais as áreas de atuação? 

Jaqueline - Os obstáculos são os mesmos para todos que trabalham e vivem de arte no Brasil, pouca valorização. A questão financeira sem dúvida, a “venda” deste trabalho...que é um ofício, um modo de viver... que é tão valioso e tão desvalorizado. Praticamente todas e todos os palhaços que conheço mais de perto, precisam recorrer a uma outra renda para sobreviver. Claro, depende muito da habilidade em “empreender” de cada um, alguns são mais habilidosos nesta função de “vender seu peixe.” 

Entretanto, de uns anos para cá, as áreas de atuação se expandiram muito: escolas, teatro, festivais, rua, área da saúde (na grande maioria voluntário) empresas, circo, eventos... o palhaço foi ocupando esses espaços ao longo da história. 

DC - Considero a palhaçaria uma das artes mais injustiçadas. Comumente usa-se a palavra palhaço como xingamento e palhaçada ganha contornos pejorativos dentro do senso comum. Quais outros equívocos são bastante comuns em relação ao trabalho dos palhaços? 

Jaqueline - Equívocos comuns: 

  • “Que o palhaço é somente para crianças”. Ao contrário, muitas vezes o adulto precisa muito mais do contato com essa arte para resgatar questões importantes de infância, a criança se reconhece no palhaço. 
  • Como é arte, algo que a gente ama fazer, essas perguntas quase sempre surgem: é voluntário? Tem que pagar? Podemos te pagar com o transporte e a refeição? 
  • “Que o palhaço apenas tem que fazer rir...ou que ele precisa “passar uma mensagem”, dar uma “lição de moral”, ser didático e ensinar alguma coisa.” Ele não ensina nada, ele quer se conectar com o que a pessoa tem de mais humano, com seus erros, seus tombos e sua vida real, de forma lúdica. 
  • Que palhaço trabalha no circo ou faz festa de aniversário. 
  • Que palhaço serve para entreter somente, e fazer “esquecer os problemas”. Ele faz com que a gente enxergue os problemas e ria deles. 

DC - Existem algumas linhas diferentes dentro da palhaçaria.  Você poderia dar um breve resumo sobre essas diferentes vertentes? Te identifica mais com alguma delas? 

Jaqueline - São inúmeras: 

  • Área da saúde, e aqui entram outras vertentes: idosos, pessoas com demência, necessidades especiais...Aqui o palhaço se apresenta de forma mais suave na vestimenta e maquiagem, é um palhaço de relação, terapêutico. 
  • Circo, os grandes clássicos. 
  • Rua, praças: é necessário ter grandes habilidades para “jogar” com todas as interferências. 
  • Palhaços com grandes habilidades como, malabarismo, acrobacia, música, mímica. 
  • Palhaços que atuam em regiões e situações de risco, como o grupo “Palhaços sem Fronteiras”, e alta vulnerabilidade como, países em guerra, áreas de fronteira, áreas com domínio do tráfico de drogas ou pobreza extrema. 
  • palhaçaria feminina está ganhando espaço (em um universo que durante muito tempo foi dominado por homens). 
  • Dentro da forma de atuação: palhaços que se utilizam muito da palavra falada, outros que não usam nenhuma palavra falada e a comunicação acontece estritamente pela expressão corporal. 
  • Existem ainda palhaços que não utilizam a máscara, o nariz vermelho. 

Me identifico com a leveza no figurino e maquiagem, com pouco uso da palavra, com expressão corporal como forma mais eficaz para comunicar. 

 DC - Uma das intenções dessas entrevistas será sempre mostrar um pouco da alma dos artistas que toparem esse bate-papo. Entender o que move o seu espírito criativo e como enxerga a vida. Você pode dividir conosco algum momento, dentro da tua trajetória artística, que tenha te emocionado além do "normal"? 

Jaqueline - O sapateiro de Guaíba 

Essa história é muito simples, me marcou e sempre penso nela quando desanimo. Deixava meus sapatos para conserto com um senhor sapateiro aqui de Guaíba. Entretanto, ele sempre foi muito mal humorado, te atende lá do fundo da sua salinha, quase não se aproxima do cliente, mais rosna do que fala... Até que um dia eu precisei fazer um conserto na mala da Assuntina, eu e minha dupla Silvana Silvia (a palhaça Bombom) tínhamos uma apresentação do nosso espetáculo A viagem maluca nos próximos dias. Cheguei na sapataria com minha mala, ele me atendeu sem me olhar, continuou martelando um sapato, perguntou o que eu queria, assim meio rosnando, meio que reclamando a chegada de uma cliente, falei da mala... ele levantou a cabeça e quando ele enxergou aquela mala enfeitada com um coração de crochê, ficou parado olhando por alguns segundos, me perguntou ainda meio emburrado: que “tu faz” com essa mala? 

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Quando eu disse que era palhaça e que fazia teatro, seu rosto se iluminou, surgiu um leve sorriso, e ele largou o sapato que estava arrumando, se aproximou olhando para a mala e disse: “teatro é? Eu já fiz teatro, na escola, faz muito tempo.”.  Ele pegou a mala e começou a observá-la, lembrando dos seus tempos. Conversamos um pouco, pela primeira vez.  

Conto isso, pra dizer que me comove o que a arte causa nas pessoas, por mais simples e “não” formal que ela seja... 

DC - Falando em emoção: Para ti, o que é estar em cena? 

Jaqueline - É uma grande responsabilidade, eu tenho vontade de abraçar todos que estão no público, agradecer por estarem ali, quero oferecer meu melhor. E quando alguém, após alguma apresentação vem e comenta para a Jaqueline “Nossa, me identifiquei muito com a Assuntina, parecia eu ali fazendo aquelas trapalhadas!”, é minha maior recompensa. 

DC - Tens algum ritual que execute antes de entrar em cena? Como é a tua rotina em dia de espetáculo? 

Jaqueline - Vou ao banheiro algumas vezes com dor de barriga (risos). Respirar, não pensar em outras coisas, não pegar celular. Basicamente isso. 

DC - Por mais que nos preparemos, as saias justas estão sempre presentes.  Até mesmo dentro da palhaçaria (Lugar onde os "erros" são muito bem vindos e, por sua natureza tragicômica, se transformam em matéria prima para o trabalho criativo) estamos sujeitos a ficarmos em sérios apuros. 

No meio de tantas coisas lindas que já aconteceram ao longo da tua experiência, qual foi o maior perrengue que você passou em cena? 

Jaqueline - Ahhh, é uma lembrança que me dói, eu como Assuntina estava participando de uma ação do CAP’s de Guaíba na praça central, era uma ação do setembro Amarelo. A Assuntina anda com uma fita métrica (instrumento antigo) e uma trena (mais moderno) ambos servem para medir coisas diversas nas pessoas (nível de sapequice, tamanho do coração mole, bondade, alma etc.), e brincando de medir as crianças, a trena soltou da mão da Assuntina e acabou atingindo o rosto/olho de uma menina, que chorou muito e foi correndo até a mãe...não aconteceu nada de grave, mas com certeza deve ter doído muito, eu fiquei arrasada com isso...a lição: ter completa segurança e muito ensaio na utilização de objetos... 

Na palhaçaria, a paródia dos erros e fracassos são bem vindos, é o palhaço que perde, falha, cai, levanta e comete desatinos por ser tolo, bobo e ingênuo. Mas a atriz/ator/pessoa que está por trás dele, deve ter conhecimento e controle dos seus passos, não tanto a ponto de limitar sua imaginação criativa, mas o suficiente para garantir sua integridade e também a do público. 

DC - Perrengue pouco é bobagem, não é mesmo? E esse com certeza é um dos momentos mais confusos que a classe artística já enfrentou. Fomos atingidos em cheio pelas medidas de segurança necessárias, mas que, de um dia para o outro, deixou nossas atividades suspensas. Estamos sendo obrigados a tentar nos reinventarmos de alguma forma. 

Você estava em meio as aulas de Introdução à linguagem do palhaço, um trabalho muito bacana no Ponto de Cultura Espaço Livre Biguá, aqui de Guaíba. 

Inevitavelmente, suas aulas foram transformadas e transferidas do modo presencial para o meio digital, virtual. Hoje é a sua última vídeo aula dentro desse projeto. 

Como foi esse momento de transição? Como está funcionando o teu processo de adaptação? Qual está sendo a principal dificuldade encontrada e quais pontos estão mais te surpreendendo positivamente? 

Jaqueline - Tive bastante resistência no início, não há como substituir essa linguagem para encontros virtuais, mas no momento está sendo um ótimo recurso, e acho que continuará sendo. Para mim, por exemplo, está servindo para entender e aprimorar o contato com as redes e tecnologias (sem que para isso precise me entregar a elas!!) 

Estou aproveitando esse momento para conhecer muitos palhaças e palhaços pelo Brasil e também do mundo, através das lives no Instagram e Youtube. 

DC - Além da oficina no Espaço Livre Biguá, você estava dentro de um processo criativo para a montagem de um novo espetáculo. Pode contar um pouco sobre o projeto e como vocês resolveram lidar com a paralisação? 

Jaqueline - Sim, estava no início, bem no início mesmo da criação/construção de um espetáculo com a palhaça Assuntina. 

Um processo que parte do trabalho físico/corporal e emocional, é uma pesquisa, uma experimentação. Não partimos de um texto, mas de estímulos ao corpo até tornar o roteiro palpável...o projeto é de um espetáculo de aproximadamente 40/50 minutos, para todos os públicos, adaptado a rua ou palco... 

Meu diretor é o Daniel Lucas, o palhaço Rabito da Companhia Teatral VagaMundo. 

Pausamos o trabalho presencial por conta da pandemia (evitar o contato) e por acharmos que o corpo precisa falar e contar a história que queremos, paramos por aí...A ideia é continuar quando for possível. 

DC - Ainda aproveitando um pouco mais a temática da pandemia, na tua opinião qual é o papel da arte nesse momento? 

Jaqueline - É importante, é reconfortante, é transformadora... ajuda a viver. Entretanto não simpatizo com a expressão que “a arte salva a tudo e a todos”, penso que ela faz parte do conjunto de necessidades essenciais de nossa vida, assim como tantos outros profissionais tão necessários: professores, médicos, enfermeiros, agricultores, motoristas, cozinheiras, jardineiros, jornalistas...e tantos outros. 

Penso também que a arte existe no meio até de quem não tem acesso à arte consolidada... pequenos momentos de imaginação, de inspiração, riso e brincadeiras em família, entre pessoas muito muito simples! 

DC - Como fazer rir? Que tipo de emoções estimular em um momento tão obscuro na história da humanidade? 

Jaqueline - São nos momentos mais trágicos que nosso riso é mais franco e sincero...a gente não ri do que está perfeito, totalmente em ordem, seguindo um fluxo de paz...o riso nos chacoalha da nossa inércia muitas vezes, a comédia só existe por causa da tragédia, é quando dá errado que a gente precisa do riso. 

O que não cabe mais é o riso que fere, a piada que machuca e exclui, machista, sexista, esnobe, racista ...rir junto é melhor do que rir do outro. 

DC - Você já consegue imaginar como vai ser o teu fazer artístico nos próximos meses? 

Jaqueline - Nos próximos meses, acho que continuará como está agora, ainda online, sem encontros presenciais. 

Entretanto, estou aproveitando esse momento para estudar a teoria, experimentar, refletir, e conhecer outras ações artísticas através das redes por este Brasil afora. 

DC - O que você acha que vai mudar? 

Jaqueline - Tenho otimismo que quando a pandemia acabar as pessoas estarão mais precisadas de encontros culturais, de contatos com a arte. Mas de verdade, não sei quais mudanças significativas estão por vir. 

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DC - Quais sonhos você alimenta para o seu futuro artístico/profissional? 

Jaqueline - Quero terminar de montar o espetáculo que iniciei. Me aprofundar cada vez mais na palhaçaria dentro do contexto hospitalar. Continuar ministrando aulas de teatro e palhaçaria. Iniciar o curso de Teatro Licenciatura na UERGS. 

DC - Para quem tem vontade de seguir esse caminho, que conselho você pode dar? 

Jaqueline - Estudar, estudar, estudar e estar sempre disposto a mudar conceitos, ter respeito com esta arte que é muito antiga, conhecer-se. O processo de aprendizagem é constante, nunca está pronto, quanto mais estudamos e nos aprofundamos, mais percebemos o quanto ainda falta para aprender/compreender. Haverá muitas dificuldades, é difícil e muitas vezes até doloroso ser uma palhaça/palhaço, por envolver tanto o nosso humano, nossa essência. O caminho não tem fim, só tem o caminhar, e é uma linda caminhada. 

DC - Alguma referência para seguir, ler ou assistir? 

Jaqueline - Alguns livros: 

A nobre arte do palhaço, de Marcio Libar; O Elogio da Bobagem, de Alice Viveiros de Castro; Soluções de Palhaços” e Boas Misturas (ambos no contexto da palhaçaria hospitalar), de Morgana Masetti. 

Filmes: 

Chocolate (filme francês de 2016); O palhaço, de Selton Mello; Doutores da Alegria, O filme. 

Canais no Youtube: 

Clowntube; Fala Calado; Grupo meu Clown; Doutores da Alegria; Circo de Só Ladies; 

E muitos outros. 

Página no Facebook: 

Esquadrão da Alegria. 

DC - Estamos encerrando a nossa conversa. Não poderia deixar de agradecer muito a tua disponibilidade para esse bate-papo comigo. 

Esse é um espaço de contato com a nossa comunidade. Gostaria que você deixasse um recado para os nossos vizinhos. Pode falar o que quiser. 

Jaqueline - Obrigada Isaque e Repórter Guaibense. Me senti muito feliz em poder contar (pela primeira vez), minha trajetória como artista dessa cidade. 

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E aí, o que você achou desse bate-papo? 

Gostou de conhecer um pouco da trajetória da Jaqueline Iepsen e sua Palhaça Assuntina? 

Já tinha parado para pensar como nasce um palhaço? 

Essa é apenas uma das tantas histórias impressionantes que estão acontecendo em nossa cidade nesse momento. 

Quer conhecer outras histórias legais como essa? 

Então continue acompanhando essa coluna.

Eu vou ter o maior prazer de contar tudo para vocês. 

FONTE/CRÉDITOS: Divulgação
Comentários:
Isaque Conceição

Publicado por:

Isaque Conceição

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