Já escrevemos que “Folclore é o conjunto de manifestações da cultura popular que são típicas de um determinado povo, podendo realizar-se nas danças, contos e ritmos, por exemplo. Folclore é o que conhecemos como manifestações da cultura popular que acontecem e que formam a identidade social de um povo”.
Antes, muito antes dos portugueses aportarem por aqui, ou os hispânicos passarem em direção ao caminho da prata e do ouro, os primitivos moradores dessa terra já reinavam por todo o território.
Os Gês, Tape, Minuano, Charrua, grande maioria de descendência Guarany, habitavam e circulavam por essas terras carregando suas culturas.
Algumas delas sobreviveram as mazelas e aos massacres sofridos no decorrer da história (história essa que esqueceu de coletar a belíssima cultura primitiva para entregar ao povo), porém são pouquíssimos, ou quase nenhum com ligação ao passado remoto.
Depois dos primitivos (índios) chegaram desbravadores (ou destruidores) de outros países, aqui no sul começaram com portugueses e alguns africanos, depois vieram espanhóis, italianos, poloneses, alemães e outros tantos que decidiram abandonar sua terra natal para tentar vida nova no sul do Brasil.
Como sabemos desses fatos? Como descobrimos que o Rio Grande de São Pedro do Sul começou pelo Forte Jesus Maria, com Silva Paes e foi crescendo com a divisão de sesmarias e a contribuição jesuítica com suas missões?
Porque tivemos escritores apaixonados pelas coisas desse rincão, foram tantos que ao nominar cometemos o erro de esquecer alguns tantos.
O que chamamos atenção é, pergunta interior, ou seja, pergunte-se intimamente, se conhece algum desses que vamos nominar e se já leu alguma página, menor que seja, desse que conhece.
Tu já ouviste falar de: Auguste de Saint-Hilaire, Borges Fortes, Câmara Cascudo, Simões Lopes Neto, Augusto Meyer, Alceu Wamosy, Amaro Juvenal, Assis Brasil, Lilian Argentina, Barbosa Lessa, Paixão Cortes...
Conheces? Quanto já leste de algum desses nomes? Sabes qual a principal contribuição de cada um desses nomes?
Pois bem, nossos filhos e netos talvez nunca escutaram falar desses autores, dessas pessoas, desses pavilhões da cultura, porque o ensino se debruça sobre os temas do mundo, esquecendo da própria aldeia.
Cada um desses nomes citados é responsável por registrarem e entregarem ao povo, por diversas gerações, a história do Rio Grande do Sul.
Esses nomes deixaram nos alfarrábios, conteúdos que nos contam sobre a formação do nosso Estado, a colonização, miscigenação, costumes, tradição, vestimenta, enfim, uma infinidade de coisas falando do nosso povo, das nossas origens e hoje estão relegados ao esquecimento.
A história de um povo, quando falamos, por vezes, parece algo muito distante da gente, sendo que ela faz parte de quem somos.
Compreender o porquê temos determinados hábitos, ditos, jeito de tocar a vida é olhar para o ontem. Por aqui pessoas importantes passaram e deixaram registros, sendo estes instrumentos, que poderão responder as nossas perguntas do hoje.
Ainda que não saibamos detalhes, mas sermos curiosos, aquela pausa para escutarmos o que outro tem a nos contar, já é uma maneira de aprendermos um pouco mais.
Vivemos em mundo de muitos estímulos tecnológicos, que nos distraem e o tempo passa voando, e aí, mais um dia que se foi e parece que nem vimos. Não é mesmo?! Que tal, separar uns minutos para o olhar o nosso folclore?
Sermos interessados pelo folclore gaúcho, a história, e a riqueza de que nele mora em palavras, gestos, expressões e etc...
Só iremos perpetuar o ontem, se mantê-los vivo no hoje. Nos tornando multiplicadores e fomentadores do assunto.
“Que o maior presente entre as pessoas, sejam a bondade e o amor fraterno!”
Mário Terres e Tainara Moraga
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