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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026

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Vacinação sim!

Vacinar-se é uma questão de saúde da sociedade

Vacinação sim!
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A pandemia causada pelo Sars-CoV-2 trouxe à tona algumas discussões importantes para refletirmos nesses quase sete meses de distanciamento controlado. Uma delas é a vacinação. Até a pandemia começar, para mim, vacinação era algo rotineiro e indiscutível. De uns tempos para cá, são crescentes os movimentos antivacina e consequentemente, a dúvida sobre a eficácia e benefícios que a vacinação pode trazer para a sociedade são cada vez mais postas em xeque.

Vacinação é necessária e ponto! Temos que parar de “tocar tambor para maluco dançar”, ou seja, parar de compartilhar e dar likes para as fake news. Esses dias me deparei com uma notícia hilária, mas preocupante, que dizia para não nos vacinarmos com a vacina vinda da China pois haveria em cada dose um microchip capaz de controlar as nossas ações, além de ler nossa mente. Pelo amor de Deus, não é possível que compartilhemos uma coisa dessas. Minhas amigas e meus amigos, temos que cuidar! Há um limite tênue entre o engraçado e o caótico. Essas notícias são engraçadas para pessoas com senso crítico, com conhecimento em diversas áreas, mas para aqueles cuja crença na internet está acima da razão é a faísca necessária para explodir o barril de pólvora.

Uma pesquisa publicada em 2018, por um grupo de cientistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology), demonstrou que uma fake news se propaga seis vezes mais rápido que uma notícia verídica. Isso se deve ao fato de que fake news normalmente são curtas e chamam muita atenção pelo seu título, assim, pessoas compartilham: ou porque um amigo compartilhou; ou porque não teve tempo de ler a notícia; ou porque não pesquisou a vericidade daquilo. Repito: precisamos cuidar o que compartilhamos, principalmente se tais notícias trazem medo e desinformação para a sociedade.

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Outro dado preocupante é fornecido por uma pesquisa divulgada pelo instituto Pew (USA). O estudo demonstra que apenas 23% dos brasileiros confiam plenamente na ciência. Os outros 77% se dividem em “depende” e “não confia”. A desconfiança vem tomando conta por causa da grande difusão de notícias falsas que vem sendo compartilhadas através das mídias sociais. Eu confesso que não gostei da informação desse estudo. Para mim, é sinal que a educação em ciências, os cientistas, enfim, a comunidade científica como um todo têm falhado no quesito defender e principalmente, informar a sociedade (combatendo as fake news).

Recentemente o presidente lançou um decreto tornando a vacinação obrigatória, e eu concordo com isso pois foi vacinando a população que erradicamos doenças como por exemplo a varíola. O erro aqui não é obrigar a vacinar, o erro está em não informar a importância da vacinação, destacar os benefícios. Muitos criticam o nosso sistema de saúde, mas o Brasil é referência em campanhas de vacinação (atingindo índices interessantes de imunização), além fornecer vacinas gratuitamente. Porém é preciso mais, novamente se faz necessária uma comunicação mais simples e efetiva rumo a imunização total.

 

Finalizo essa coluna com dois pedidos: 1º) quando o nosso governo disponibilizar a vacina contra a covid-19, vacine-se, não importando a procedência da vacina (vacina não é algo passível de escolha, não se compra no supermercado, simplesmente se faz pelo seu bem e daqueles que nos cercam); 2º) não propague fake news, estude antes de qualquer ação sobre uma notícia que possa afetar a sociedade como por exemplo “chip na vacina chinesa”. Venceremos a covid-19 apenas se nos mantivermos juntos e se todos estivermos vacinados.

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Guilherme Weihmann

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Guilherme Weihmann

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