Nesta quinta feira (1º) o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), participou do programa Conversa com Bial, e se assumiu homossexual pela primeira vez abertamente.
A declaração repercutiu consideravelmente, com diversas mensagens de apoio e acolhimento vindas de todo o país.
É inegável que o ato do governador foi um ato corajoso. Assumir sua homossexualidade enquanto governador de um dos estados mais conservadores do Brasil, em um dos momentos mais sombrios em relação a direitos humanos, no país que mais mata pessoas LGBTQIA+ do mundo, não é algo que lhe garanta privilégios. Inclusive, possivelmente essa atitude pode gerar perda de alguns votos, então, por que correr o risco?
A sexualidade é inerente ao ser humano, ela faz parte da nossa identidade, da nossa constituição enquanto pessoa, de modo que a orientação sexual diz respeito diretamente a nossa personalidade.
Não há como separar a orientação sexual da pessoa, ela faz parte de quem somos, e não há nada de errado nisso. Se assumir publicamente enquanto homem gay, na posição de governador do estado, é um ato admirável e corajoso, que em nada deve modificar a maneira como o vemos – exceto pelo fato de haver uma espera lógica na adoção de políticas de proteção à população LGBTQIA+, mas irei me abster de posicionamento político.
Devemos apreciar e acolher atitudes como essa, tendo em vista que expor a orientação sexual e/ou identidade de gênero de forma livre nem sempre é possível, e que vivemos em uma sociedade extremamente preconceituosa e cheia de estigmas, cuja violência contra a população LGBTQIA+ por muitas vezes sequer chega ao conhecimento público, seja pela frequência em que ocorre, seja pela invisibilização das pautas LGBTQIA+.
Independente de opiniões partidárias, ainda que não seja possível a total separação entre pessoal e profissional, analisando isoladamente a atitude do governador, esta merece admiração. Repito que foi, sem dúvidas, um ato corajoso.
À população LGBTQIA+ resta o acolhimento, e a defesa dos direitos de quem quer que se identifique enquanto LGBTQIA+. Que cada vez mais pessoas se sintam seguras em assumir sua orientação sexual e/ou identidade de gênero, sem sofrerem represálias ou qualquer tipo de violência, e que a sociedade avance, e se dispa de seus preconceitos e discriminações.
Que sejamos livres, sem julgamentos, sem explicações, sem alegações. Apenas livres.
LEIA TAMBÉM:
Comentários: