Em nossa História do RS, temos registros de lutas e guerra!... Já naqueles tempos, famílias aguardavam o retorno dos entes queridos. Que por vezes, voltavam para se recuperarem junto aos seus, mas outros tantos não tiveram a mesma oportunidade.
O Sul foi moldado de batalhas, um Estado estabelecido para garantir as fronteiras, passou entre domínio espanhol e português, peleando para se manter de pé e ostentar seu território.
Silva Paes construiu o forte Jesus Maria José que deu origem ao Rio Grande, peleamos para defender Sacramento, empurramos os espanhóis para a banda oriental, nos esgueiramos entre primitivos e gado alçado, sempre numa luta inóspita e com recursos limitados.
Fomos alargando as mangueiras de pedra, estabelecendo estâncias, vilarejos, cidades e sempre com o espírito de guerreiros.
Então, o futuro imita o passado e nos deparamos em guerra novamente, agora com um inimigo invisível, a pandemia!
Este inimigo levou pessoas muito querida pelos seus. Foram filhos que perderam seus pais, pais que perderam filhos, amigos que perderam a oportunidade de mais um mate, vizinhos que não terão mais aquele “Bom dia”, não teremos mais a oportunidade de assistir a arte daquele artista que gostávamos, tantos fatos, tantas perdas.
Sim! Os tempos são outros... A morte de um ente querido é uma das experiências de vida mais dolorosas e universais. Agora convivemos com momentos de tristeza, a dor da perda, o questionamento do “Porquê comigo?!” Que possamos ter empatia com aqueles que vivenciam o seu luto. Esta etapa da perda, perpassa no caminho do respeito e acolhimento do próximo.
Àqueles que estão vivenciando esta dor, fica o convite, para que acolha as suas emoções. Nós seres humanos, somos resilientes e ainda que não seja fácil, temos habilidade para a próxima fase, que será a da aceitação... e então, a saudade. Saudade esta que lhe acompanhará, mas também, lhe aproximará das boas lembranças.
Tenhamos esperança para seguirmos na busca por tempos melhores.
Costumamos dizer que, quem parte ganha os céus, quem fica segue o curso natural de sua vida. Partir é de certa forma, natural da vida, Dom Barulho já nos ensinou sobre isso.
Não existe régua para medir a dor, nem o certo ou errado ao comparar eventos de luto, mas deve sempre haver respeito por quem sofre e acolhimento para que não perca sua vontade de seguir vivendo, afinal, dependemos uns dos outros.
Existe sim, o abraço afetuoso, o carinho, a empatia para amenizar aqueles que sofrem pela partida de alguém que amavam.
Sejamos brandos, pacientes, bons ouvintes e mais que tudo, afetuosos para aplacar dos corações que sofrem, um pouco da dor que fere o peito.
Um abraço com carinho, afeto e sinceridade tem poder de cura.
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