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Terça-feira, 07 de Julho de 2026

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Fundo Amazônia, recursos alemães e os impactos na economia gaúcha

Como é a relação entre os recursos da Alemanha, a recuperação da Amazômia e a economia gaúcha

Fundo Amazônia, recursos alemães e os impactos na economia gaúcha
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O Fundo Amazônia é uma ferramenta de captação de doações para projetos de preservação e fiscalização do bioma. Em 1º de janeiro de 2023, o presidente alemão Frank-Walter Steinmeier anunciou que seu país doaria 35 milhões de euros exatamente para o Fundo Amazônia de forma imediata. “É importante preservarmos os pulmões verdes da terra, as florestas tropicais da Amazônia e é bom saber que o Brasil está de volta ao cenário internacional”, disse Steinmeier.

Para proteger da Amazônia Brasileira – o equivalente a 3,5 milhões de km² –  há um custo de US$ 1,7 bilhões a US$ 2,8 bilhões anuais. A informação é expressa em estudos dos pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em conjunto com a Universidade de Miami (nos EUA), com o Museu Paraense Emílio Goeldi e com o Centro de Conservação Internacional do Brasil, publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation, em maio de 2022.

Ainda, de acordo com os autores da pesquisa, os valores são bastante modestos quando comparados com os valores potencias dos serviços ambientais que os ecossistemas da Amazônia brasileira prestam para o Brasil e para o mundo e que o valor estimado é pequeno em relação aos investimentos em preservação comparado com os de outros países. Exemplificando: a União Europeia gasta cerca de US$ 5,3 bilhões/ano para conservar 1 milhão de hectares (10.000 km²), soma de suas áreas protegidas e equivalente a metade do Estado de Sergipe.

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Já no último dia 30/01, a ministra da Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha, Svenja Schulze, em reunião com a ministra de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, anunciou a cooperação em projetos voltados ao Fundo Amazônia e também realizou uma doação da ordem de 200 milhões de euros (mais de R$ 1 bilhão de reais) para projetos de conservação de florestas e contenção de mudanças climáticas.

Lembrando que o BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é o gestor do Fundo Amazônia. Além de administrar os recursos doados, a entidade seleciona, através de editais,  projetos, suas respectivas prestações de contas e faz as liberações, seguindo as diretrizes definidas pelas instâncias de governança e os critérios acordados na criação do fundo - DecretoFederal Nº 6.527, de 1º de agosto de 2008.

Em declarações, a ministra brasileira afirmou que parte dos recursos aportados no Fundo Amazônia serão deslocados para ações emergenciais, sendo tratadas em vários níveis que envolvam desde as questões de saúde, o tratamento ao problema da grave situação de fome que está assolando as comunidades Yanomami e em segurança nessas comunidades.

Em apoio aos estados amazônicos, a gestão alemã já fez um aporte de 30 milhões de euros para administração federal, valores que deverão ser para o combate ao desmatamento e desenvolvimento sustentável para a região e atendimento às populações tradicionais. Além disso, 28 milhões de euros serão destinados a pequenas e médias empresas locais para promoção e desenvolvimento de serviços e produtos locais.

Para os agricultores que buscam reflorestar suas áreas, haverá o aporte de 80 milhões de euros para empréstimos, os quais serão enviados ao Banco do Brasil, na forma de linhas de crédito com baixas taxas de juros.

O governo brasileiro realiza a busca ativa de parcerias que auxiliem para que o Brasil cumpra com seus compromissos no âmbito do acordo de Paris, de alcançar o desmatamento zero ainda em 2023, de fazer a desintrusão das terras indígenas, de ter uma agenda positiva para o desenvolvimento sustentável, a fim de potencializar projetos de bioeconomia, economia de baixo carbono e abrir os mercados internacionais para produtos de base sustentável. 

Num cenário perfeitamente executável, a Amazônia terá uma recuperação em um prazo mínimo e se isso for cumprido à risca, mudanças climáticas favoráveis tenderão a ocorrer na agricultura do Rio Grande do Sul.

Independente dos fenômenos naturais La Niña e El Niño - efeitos clim´paticos de origem natural, há um evento tão importante para nosso estado - os Rios Voadores - as correntes gasosas de água ambulantes que empurram a umidade da transpiração da floresta amazônica em direção ao centro-sul do Brasil.

Com o aumento das queimadas e derrubada da floresta amazônica, a formação dos Rios Voadores tem sido diretamente afetada. Logo, há menos evapotranspiração das plantas, as correntes úmidas atravessam a Cordilheira dos Andes e o ciclo hodrológico do centro-sulbrasileiro é amplamente afetado.

Analistas do IBAMA, MAP BIOMAS e Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação apontam que há décadas se observa um desregramento do regime de chuvas no no centro-sul brasileiro, de forma gradativa, com um volume elevado de pluviometria se concentrando em poucos dias e em poucos locais. Este grande volume de chuva precipitando em um curto espaço de tempo não permite que o solo absorva a água e alimente o lençol freático, escoando para rios, gerando enchentes aos ribeirinhos e não permitindo que a evaporação promova a formação de Rios Voadores que alimentariam de boas águas o restante do país.

O estado mais afetado com menos períodos de chuva, perda de colheitas, aumento de pragas, morte de animais entre a primavera e verão e aumento dos custos de produção e varejo é o Rio Grande do Sul. Desde 2014 o estado gaúcho é o que menos tem recebido as chuvas oriundas dos rios Voadores e as consequências socioeconômicas sempre são sentidas por toda a comunidade.

Como dizia o físico Isaac Newton: “Para toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade", aí está a importância de toda uma força-tarefa para que o Brasil recupere imediatamente a região amazônica e o Rio Grande do Sul reestabeleça uma agricultura e pecuária forte e de qualidade, gerando recursos financeiros.

 

A Coluna Papo Ambiental é um oferecimento de:

FONTE/CRÉDITOS: CNN Brasil. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/governo-usara-parte-de-doacao-de-1-bilhao-da-alemanha-para-combate-a-fome-do-povo-yanomami/ Acesso em 31/01/2023. Poder 360. Disponível em: https://www.poder360.com.br/internacional/alemanh
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Aline Stolz

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Aline Stolz

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