Repórter Guaibense

Quinta-feira, 16 de Julho de 2026

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Mulheres e suas batalhas

A mulher de qualquer lugar do mundo enfrenta os seus medos e anseios

Mulheres e suas batalhas
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Não existiríamos sem esse ser maravilhoso e exuberante chamado MULHER, a fone da vida.

O Grande Arquiteto do Universo projetou e desenhou cada linha, cada curva, cada minúcia com perfeição.

Nessa semana em que se comemora o Dia Internacional das Mulheres, nossa homenagem à essas guerreiras que dão conta da casa, da família e do trabalho formal/informal, sem deixar que escape pelos dedos nenhum detalhe.

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Somos da terra onde as mulheres forjaram as estâncias, enquanto os homens foram para guerra, que cuidavam dos convalescidos enquanto a batalha sangrava mais e mais a sociedade da época.

As mulheres que por tanto tempo não tinham vez, nem voz, em uma sociedade machista e excludente, hoje toma conta de posições que jamais seriam ocupadas por elas em tempo de antanho.

Ainda que já tenhamos passos de evolução, é possível notarmos algumas dificuldades, o Brasil tem um número expressivo de mulheres que são as provedoras de suas famílias, mas recebem o salário menor em relação os homens que ocupam a mesma posição. O que ainda acontece? Me parece uma boa oportunidade de análise.

Então, seguimos em tempo de pelejar, agora com outros motivadores para as batalhas.

Importante que possamos construir limites importantes nos relacionamentos, observando a conduta, seja o comportamento ou as palavras proferidas. O respeito é um fio condutor que nos distancia da questão do gênero e nos aproxima do simples fato de que é um ser humano.

Aos poucos e com perspicácia, a mulher foi se inserindo na sociedade de forma expressiva e relevante, não em número, mas em valor.

As mulheres vão provando diuturnamente que são capazes de ocupar cargos, exercer funções com maestria e excelência, tanto quanto necessário for.

Elas saíram da posição de “sexo frágil” taxado pelo homem, para “somos iguais” o que difere é a beleza, claro.

E mulher do sul é sinônimo de beleza, essa mistura riquíssima de etnias, de pigmentos de melanina distinta, com a face bem desenhada e o sorriso sempre disposto. Só no Sul, nos perdoem o bairrismo.

A mulher de qualquer lugar do mundo enfrenta os seus medos e anseios, talvez em algumas localidades menos que outras, mas é fato e faz parte das linhas tortas de uma sociedade. E vejam bem, este não se trata de assunto só para as mulheres é de responsabilidade de todos, diante de nossos posicionamentos sobre os assuntos e o que estamos deixando de legado para as gerações futuras.

Que mundo é este que estamos deixando para esta gurizada, bem como, como estamos ensinando-os a construírem esta caminhada? Afinal, são bons observadores, porém, tendem a repetir comportamentos! Que possamos gerar uma escuta ativa e ir limpando o campo das dúvidas e anseios, quando há diálogo, também a chance de evolução.

Ah... alguém lembra ou já leu sobre os bailes do ontem, onde as prendas eram convidadas para dançar com o peão tomando-as de lenço para conduzi-la a sala! Bailar gentil, com trocas de olhares respeitosos. As páginas da nossa história também são escritas por bons exemplos de respeito e cuidado.

Don Barulho conta que nos bailes que ele era convidado, chegava de à cavalo, deixava o pingo na soga, sacava o pala, que evitava de sujar a pilcha e deixava as esporas nos arreios, afinal era de mal grado entrar na sala de esporas.

“A sala, ou salão, era nas estâncias, geralmente os bailes aconteciam em comemoração e os namoros, ah os namoros, não eram como hoje. A gente tinha que estar bem apresentado, pilcha limpa, água de cheiro (com alfazema e alecrim), bota lustrada, barba feita e ainda bom de dança. Eu floreava o chote com as duas mãos e ainda se deixassem eu marcava o “Duas Damas”.

Nos bailes e no dia a dia, tínhamos respeito por demais com os mais velhos, com as moças e com os parceiros de lida, hoje a coisa está muito diferente.”

 

 

                        “Que o maior presente entre as pessoas,                                                                                                                                            sejam a bondade e o amor fraterno!”

                                        Mário Terres e Tainara Moraga

 

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