Somos reflexos de tudo aquilo que recebemos, de todas as coisas que são passadas e repassadas a nós o tempo todo. Seja por nossos pais, avós, parentes próximos, a comunidade em que crescemos, o lugar onde estudamos, nosso trabalho, o meio sempre infere algo em nosso intelecto.
Dessa forma somos o mesmo nesse ambiente, passamos e repassamos nossos ensinamentos, mesmo sem perceber, somos agentes de formação do meio em que vivemos.
Bom, mas já tinham se apercebido disso tudo, da importância que temos e da oportunidade diária que carregamos, de fazer as coisas boas e mudar o mundo, mesmo que seja o mundo pequeno em que vivemos?
Somos semeadores, o que plantamos acabamos colhendo, nós ou nossa próxima geração, assim ciclicamente.
Vejo sempre as colheitas que faço de Dom Barulho, meu avô simples e trabalhador, homem do campo que se viu obrigado a labutar na cidade e que nela, fez uma enormidade de amigos. Por vezes quando precisava de algo, as pessoas me perguntavam: Tu és neto de Dom Barulho?
Pronto, quando eu respondia que sim, as portas se abriam com facilidade, ou seja, estava colhendo os frutos da amizade, da fraternidade e da bondade que meu velho avô plantou, mesmo aquelas pessoas não sabendo se eu merecia, elas também esparramaram a bondade, a verdadeira bondade, aquela de dar sem esperar receber.
Essa ação, energia, hábito (chamem como quiser) é poderosa e transformadora, pensa em alguém que geralmente tu nem conhece e acha que é mal-humorado, ou de mal com a vida como costumamos dizer, experimente dar “bom dia” ou “boa tarde”, pra essa pessoa sempre que vê-la, depois de um tempo a energia dela para contigo vai mudar, porque a semente da bondade sempre floresce, carregando com ela a alegria e o bem viver.
Nós temos de forma muito natural a tendência de criarmos rótulos, mesmo que ainda não tenhamos conhecido a pessoa. Olhamos e achamos algo, simples assim!
Porém, podemos ter a atitude de nem darmos a oportunidade, a nós mesmo, de conhecermos o outro e tornarmos, então, uma verdade absoluta. E aí, quem sabe perderemos oportunidades de construir uma nova amizade ou até de tornamos o ambiente mais leve.
Sim... somos semeadores, não é mesmo?! Veja Dom Barulho fez a sua construção e deixou um legado. E nós, qual legado queremos deixar?
O legado de cultivar bons relacionamentos, seguindo o caminho do bem e o dos teus valores? Ou do mau humor e de interações difíceis?
Bem, quando semeamos a interação de forma gentil e generosa, muito possivelmente receberemos o mesmo. Porque por trás de uma face fechada, poderá haver uma história dolorosa. Então, ao invés de se afastar vamos praticar a ação de um “Bom dia”, por exemplo.
Os rótulos, quando se tornam auto regras, tiram a chance de semearmos o bem! Em tempos de transformação, a atitude é essencial para o caminho das oportunidades e mudanças.
“Quando abrimos as janelas do coração e nos desprendemos dos rótulos, abraçamos o outro com os braços da alma. ”
Mário Terres e Tainara Moraga
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