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Segunda-feira, 06 de Julho de 2026

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Como cuidamos dos associados?

Nesse tempo pandêmico, como essas entidades olharam para seus sócios?

Como cuidamos dos associados?
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Tradicionalismo é coisa séria, começou em um movimento de preservação, da busca pelos costumes interiorano, aos que tiveram o destino rumbeando para a cidade e se perderam do campo.

Tradicionalismo é coisa seria, este teve inicio através da busca pela preservação da memoria dos costumes interiorano, aos que tiveram o destino rumbeando para a cidade, sentimento de saudade e distanciamento do campo os movimentavam. (sugestão)

Foi notório e enfático, com pessoas determinadas e muito avante de seu tempo, escrevendo na história sem perceber da grandiosidade das linhas que foram se construindo ao de redor de um povo, de uma raça, de uma iconografia.

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Levantaram-se bandeiras, entoaram-se hinos, encilharam-se os cavalos que em ato pacífico, invadiram os paralelepípedos da velha capital. E o Rio Grande ficou ainda maior, enaltecido pela sua história no gesto de oito moços que só queriam valorizar a origem de um Estado, no setor primário.

Com o advento do nascimento desse grupo, era necessário nomear tal movimento, criaram-se os departamentos, depois os centros e por último concretizou-se um organismo, vivo e defensor de tudo isso, o Movimento Tradicionalista Gaúcho organizado (para diferenciarmos do mtg – órgão).

Todos entrelaçados e abraçados na mesma causa, no mesmo ideal no seu nascedouro, se há outros caminhos, são os que lá estão quem decidem, mas ao desenvolverem todo esse telurismo, as diretrizes foram desenhadas e escritas para que não houvessem desvios.

As entidades como unidade de preservação e conservação desse tradicionalismo, tem um fundamental papel: o de aproximar-se de sua comunidade circundante e acolhe-la com toda a fraternidade que o tradicionalismo carrega.

Essas entidades, constituídas por um regimento, dotada de um grupo diretor, com suas diretrizes claras e fundamentadas nos princípios do tradicionalismo, necessitam de um quadro social. Para desenvolver as ações de preservação da cultura gaúcha, seja ela de cunho: artístico, cultural, esporte e/ou campeiro.

Nesse tempo pandêmico, como essas entidades olharam para seus sócios e a comunidade que está inserida? Como trataram o seu quadro social e mantiveram acesas as chamas do tradicionalismo em cada um desses?

Seguimos vivendo em tempos de privações, as entidades precisaram se reinventar para manter suas despesas fixas minimamente. Porém, é de conhecimento de todos, que o movimento tradicionalista é feito e tão logo mantido, através das pessoas e estas em meio a tudo isso, também estão carregando suas dores emocionais, afinal foram tolhidas de momentos de convívio, lazer, prazer em praticar nossa arte de maneira mais ampla e coletiva.

Não tenho a resposta, mas proponho a reflexão: o que representa o sócio para uma entidade?

Nem me atrevo a responder, porque minha opinião é cheia de conspirações tramadas pelo senhor Barbosa Lessa e sua turma.

Eu leio e releio a carta de princípios do MTG e a tese escrita pelo Barbosa Lessa com o título: O Sentido e o Valor do Tradicionalismo. Vale a pena a leitura para quem quer entender o quão estamos alinhados com o que pensaram os criadores deste maravilhoso movimento.

Posso dizer, dentro da minha mais pura ignorância, mas com sinceridade, que um CTG (Centro de Tradições Gaúchas) não pode olhar para seu sócio apenas como uma fonte de renda, um ponto de coleta. Com essa atitude voltamos a arcaica época de coletar impostos dos menores para supri as necessidades dos maiores.

Qual o aporte cultural e histórico aporta o CTG ao seu associado, o quanto realmente do papel de preservação e de culto a tradição é desempenhada? Ou o teu CTG é simplesmente um salão de festas e uma casa de baile?

Se a resposta for sim para a pergunta anterior, revise os objetivos de tudo o que está escrito nos regulamentos, regimentos, estatutos construídos da tua entidade e entenda qual o desvio.

Que tal aproveitarmos, esta pausa forçada que a pandemia nos trouxe para tal reflexão?

 Sempre é tempo de recomeçar...

FONTE/CRÉDITOS: Apoio de Tainara Moraga
Comentários:
Mário e Tainara

Publicado por:

Mário e Tainara

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