O tempo é um marcador fenomenal e implacável, ele é senhor de tudo, de todos os momentos e processador da evolução. No tempo contamos a existência e as transformações e com ele vem o que chamamos transcendência.
São as gerações de tudo o que somos, passando de pai pra filho, de avô pra neto, entre todos os enlaces criados ensinamentos diversos.
Olhamos para quem nos precede e recolhemos as coisas que, por vezes nem percebemos, mas as utilizamos no dia a dia. A forma de tratar aos outros, um jeito de falar, o hábito de tomar um chá, um mate, um café em certo horário, enfim as gerações nos trazem desenvolvimento.
Este desenvolvimento, que inicia em nossas bases familiares, vem acompanhada também dos nossos valores. Este local que nos aproxima de uma base de segurança e acolhimento. E aqui, há que observar o quanto estamos aproveitando destes aprendizados que cada geração tem a nos oferecer, de maneira fluida e natural.
Temos a oportunidade de aprender com todos! Sim, com todos!
Os pequenos trazem na sua singeleza e leveza de viver das crianças, mesmo diante de algo mais difícil para eles, a espontaneidade na fala, a expressão das emoções, sem muito julgamentos, sem ficar muito atento ao que os outros podem achar. Choram, sem se esconderem ou sem esconderem suas lágrimas.
Então, porque quando nos tornamos adultos, perdemos esta espontaneidade das crianças? Por vezes, nos afastamos da criança curiosa que existe em cada um de nós!
Curiosa pela vida, pelo que podemos aprender e passamos a achar que precisarmos ter respostas para tudo e dar conta de tudo.
Mas, sempre teremos tempo de rever, dar aquela pausa, o mate bem cevado, para refletirmos, como estamos aproveitando o que aprendermos em cada fase de nossas vidas.
Ah! A sabedoria dos mais velhos, daqueles que já viram e viveram muitas coisas. Que possamos nos permitir uma escuta ativa, levando o que faz sentindo, trazendo alento para a mente e as emoções.
Sempre trazemos Dom Barulho para nos passar sua filosofia ancestral, seu aprendizado com o tempo e com a vida.
Afinal Dom Barulho carrega o tempo como educador, pois foi privado dos bancos escolares, mal sabe escrever o nome, mas tem tanta cultura dentro de si, que aprendemos em cada ensinamento a essência de algo pras vidas todas.
Não se mede pela escolaridade os ensinamentos que cada um traz em si, mas pela essência de ensinar e dividir com a gente tudo o que estivermos dispostos a aprender.
“Não sabe que a vida se mostra a seu modo, do jeito mais simples que a alma aprendeu...”
Gujo Teixeira
Comentários: